AtitudeFelicidadeO Segredo

Ninguém bate mais forte do que a vida

Não sei se você já sentiu o peso das mãos da vida, mas, por experiência própria, posso afirmar: ela bate forte, sem dó. José Aldo? Mike Tyson? Vitor Belfort? Jon Jones? Não passam de criancinhas recém-desmamadas e pouco contundentes quando comparados à vida e ao enorme poder de nocaute que ela tem.



Três tapinhas? Toalha jogada na lona? O soar do gongo? Golpe baixo? “Ela não merece isso!”? Hemorragia de causar desmaios até mesmo em experientes médicos? A vida não está nem aí para isso, não dá a mínima. Apenas esmurra, freneticamente, mesmo quando já estamos com o coração roxo e alma cheia de fraturas expostas.

E se engana, redondamente, quem acredita que a vida poupa idosos, labradores fofos, deficientes, gente que faz caridade sem alarde e pessoinhas que ainda não tiveram oportunidades para conhecer o mar e o lado 18+ do prazer. Porque a vida não poupa ninguém! Ela simplesmente bate, sem fazer distinção ou tomar partido. A vida soca sem conferir histórico escolar, antecedentes criminais e níveis de bondade no sangue. E se pensa que reclamar vai fazê-la parar e, em seguida, pedir perdão, desista. Falo sério! Pois a vida não reduz o ritmo dos pontapés nem mesmo quando se depara com maquiagem borrada e goelas visivelmente cheias de gritos não dados.

Se as pancadas da vida doem muito? Quer mesmo saber a verdade? Pra caralho! Bem mais do que tatuagem, pedra no rim e mindinho que cabeceou o pé da cama. Pra ter uma noção, pisar em lego é cosquinha perto da dor que a vida é capaz de gerar.


Foda, né? É. Porém, mais foda (agora no sentido positivo da palavra) ainda é a capacidade que o ser humano tem de absorver os golpes e de transformá-los em vistosos lembretes capazes de ajudá-lo a desviar dos buracos nos quais já se esborrachou. E mil vezes mais foda é o poder de cicatrização que todos nós, sem exceção, temos. Ou você nunca viu corações estilhaçados em bilhões de caquinhos reconstruírem-se, como se nunca tivessem sido atropelados pelas carretas desgovernadas que a vida muitas vezes coloca em nosso caminho? Pois eu já vi, muitas vezes. E quando um coração renasce, moça, ressurge mais resistente, calejado e, apesar do trauma – que normalmente o faz se sentir frágil -, renasce pronto pra mais rasteiras, dessas doloridas porque vêm dos lugares que menos esperamos.

A vida ainda vai lhe bater muito, não vou lhe poupar da verdade ou tentar transformar este texto realista num conto de fadas. E não há nada que você poderá fazer para desviar de todos os golpes e sair totalmente ilesa. Não há, ponto! No entanto, se continuar acreditando em sua capacidade de se levantar e no incrível poder que tem de transformar tombos em aprendizados, continuará no jogo, vivinha da Silva. Provando que o Rocky Balboa estava mais do que certo quando afirmou: “Não se trata do quão forte você bate, trata-se do quão forte pode ser atingido e continuar seguindo em frente”.

Eu sei que 2015 foi um ano bem cruel – até mesmo para campeões como José Aldo e Ronda Rousey! -, mas a batalha continua, não é mesmo? E todos os seus machucados vão sarar, mesmo se optar por não casar. Então, por favor, faça como a menina que apanhou da Jéssica: levante-se, tire os cabelos do rosto e, em vez de desistir, pergunte em tom de deboche: já acabou? E se a vida responder: “Não, ainda vou bater mais!”, aguente firme, pois, como bem disse Vinicius de Moraes: “O sofrimento é um intervalo entre duas felicidades”.

 


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Por: Ricardo Coiro – Via: Superela –   (Superela é uma plataforma capaz de fazer as mulheres mais felizes, tudo de especial sobre Amor, Sexo, Vida, Beleza e Estilo! Mais textos incríveis em: Superela.com)

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