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Ninguém é obrigado

ninguém é obrigado

Demora-se a entender que nem todas as vontades vão bater, nem todas as químicas vão casar e nem sempre os momentos serão ideais. Não adianta colocar o dedo na cara de alguém e dizer que “você não me valorizou” ou qualquer coisa parecida. As pessoas, sim, acabam tratando outras como opção, enquanto essas outras se esgoelam para gritar ao mundo inteiro que precisam ser e se sentir prioridades. A vida não é tão simples, mas se faz sempre o favor de complicá-la.



As relações, então, se você já teve algum tipo delas, são complexas ao extremo. Seres humanos são falhos: enxergam defeitos onde não tem, inventam desculpas, se ofendem com pouco e, principalmente, tem valores distintos. O que é mega-ultra-hiper importante para um pode não fazer a mínima diferença para outro. E, a partir desse ponto, se subentende que a falta de diálogo é o mal da humanidade.

Por fim, tudo pode ser um grande problema de comunicação. “Eu quero isso”, “você quer aquilo” e “fulano quer outra p**** totalmente diferente”. Acostumem-se, por favor. Não sejam desrespeitosos e egoístas o suficiente para achar que só existe o seu jeito. A gente é sempre só mais um que, de vez em quando, dá sorte de topar com alguém que, na nossa singularidade, nos torna único. E, então, com todos os “timings”, vontades e afins conspirando a favor, temos algo que dá certo. Sem pressão, até descobrir que ninguém é obrigado a nada.

 


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Originalmente Publicado em Gustavo Lacombe

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