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“No Brasil, a gente conversaria com cerveja”, brinca Lula sobre guerra na Ucrânia

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capa No Brasil guerra na Ucrania seria resolvida na cerveja brinca Lula

O possível candidato à presidência apoiou o fim da guerra na Ucrânia, e ainda brincou com o público, afirmando que não resolveríamos as coisas assim no país.

A guerra na Ucrânia ainda segue sem desdobramentos que indiquem o seu fim próximo, muito embora a mídia internacional anuncie que os países envolvidos estão conversando em busca de acordos políticos e econômicos. Segundo informações da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 2.685 civis perderam a vida desde o dia 24 de fevereiro deste ano.

Até o momento, mais de 4,1 milhões de refugiados fugiram da Ucrânia desde o início oficial do conflito armado, e, só no ano passado, cerca de US$ 1 bilhão (R$ 4,6 bilhões) foram enviados ao país pelos Estados Unidos como assistência. Os dados foram colhidos pelo Rastreador Global de Conflitos, do Center for Preventive Action (CPA).

Na última quarta-feira, dia 30 de março, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que já foi considerado uma das grandes lideranças internacionais, fez um apelo pedindo pelo fim da guerra na Ucrânia, iniciada com a invasão russa, e frisou que os motivos para o conflito seriam resolvidos no Brasil em uma mesa de bar com cerveja.

O discurso foi feito em um evento internacional sobre igualdade e democracia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), com um público de mais de 5 mil pessoas. Lula afirmou sob aplausos que é preciso respeitar a soberania e a integridade territorial dos países e que as nações devem ser tratadas em igualdade de condições.

O possível candidato às eleições presidenciais deste ano ainda mandou um recado para os líderes: “Queria avisar pro Putin, para o presidente da Ucrânia, avisar para o Biden, avisar para os presidentes dos países europeus: parem com essa guerra, o povo precisa de paz.” Aplaudido, Lula dividia o espaço com o ex-chanceler Celso Amorim, outros políticos e ex-líderes internacionais. A ex-presidente Dilma Rousseff também compareceu no evento.

“O povo quer emprego, quer salário, educação, vida e não quer morte. A quem interessa essa guerra?”, questionou. “Essa guerra por tudo que eu compreendo, leio e escuto seria resolvida aqui no Brasil numa mesa tomando cerveja, se não na primeira, na segunda, se não na terceira, se não desse na terceira ia até acabar as garrafas para um acordo de paz”, acrescentou.

2 No Brasil a gente conversaria com cerveja brinca Lula sobre guerra na Ucrania

Direitos autorais: Reprodução Instagram/ @lulaoficial

O líder petista aparece na frente das principais pesquisas de opinião, e criticou a apropriação da bandeira nacional e da camisa da seleção brasileira pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus apoiadores. Para Lula, essa tentativa se deve por Bolsonaro não ter partido, causa, hino ou mandamentos. “Essa bandeira é nossa não é deles”, afirmou Lula sacudindo uma bandeira do Brasil.

Segundo reportagem do UOL, o ex-presidente ainda fez críticas à forma como o governo federal tem atuado nas áreas internacional, da saúde e da educação. “Se preparem por que nós vamos voltar a garantir o direito do povo trabalhador desse país”, disse.

Guerra na Ucrânia

“Eu não posso concordar com a invasão da unidade territorial de outro estado. Não posso concordar, que eu lamento profundamente da Rússia ter invadido a Ucrânia. Mas é importante eu lembrar que tem muita gente envolvida. Por que a Europa não tomou uma atitude? Porque que o Biden não tomou uma atitude? Por que queriam obrigar o Putin a aceitar a Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte] se, em 1961, os Estados Unidos não aceitaram que a Rússia colocasse míssil em Cuba e, por isso, evitou a terceira guerra mundial?”, questionou ele.

3 No Brasil a gente conversaria com cerveja brinca Lula sobre guerra na Ucrania

Direitos autorais: Reprodução Instagram/ @lulaoficial

Lula argumentou também que se estivesse no lugar do presidente Jair Bolsonaro (PL) poderia ter feito algo para ajudar a evitar o conflito. Atualmente, a corrida presidencial coloca o ex-presidente em primeiro lugar em todas as pesquisas de opinião, o que tem acendido um alerta aos apoiadores de Bolsonaro. No lançamento da pré-campanha do atual presidente em Brasília na semana passada, envolvidos na campanha chegaram a afirmar que ele precisa se distanciar de escândalos políticos se quiser ser reeleito.

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