Comportamento

“No momento, percebi que precisava de uma pausa. Ser mãe é o trabalho mais difícil que já tive”

Capa No momento percebi que precisava de uma pausa – ser mae e o trabalho mais dificil que ja tive
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O relato de uma mãe exausta pelas cobranças excruciantes da maternidade revelou uma realidade que muitos não querem ver: as mães estão cansadas e precisam de ajuda!

A raiva de uma mãe é uma experiência genuína. E Cristalle Hayes já passou por essa sensação mais vezes do que gostaria. A mãe fez um relato sobre as pressões que sofre a maternidade e como elas a afetaram. Ao portal de notícias Mirror, ela falou sobre o momento em que percebeu que ser mãe era o trabalho mais difícil que já tinha tido.

A mãe contou que se deu conta de que estava no limite quando não conseguia sequer beber um copo de água, pois os sentimentos de raiva e frustração tomavam conta de seu corpo, trancando sua garganta e fazendo com que travasse sua mandíbula. Naquela situação, ela só sabia se questionar como aquilo poderia estar acontecendo e o que teria desencadeado tantos sentimentos ruins.

Momentos antes dessa onda de raiva, ela tinha se sentado em seu sofá com uma bebida, para relaxar um pouco, então seu bebê começou a chorar. Ao mesmo tempo, outro filho lhe pediu um lanche. Ambos estavam com fome; nenhuma razão tão absurda que a fizesse perder a calma, ela contou.

Estava sozinha com um bebê recém-nascido e uma criança pequena, além disso, estava exausta e com sede, ela só queria 10 minutos para si, para comer com calma. No entanto, seus filhos tinham outros planos: o mais novo queria constantemente ficar no colo e o mais velho, que ainda era uma criança muito nova, com ciúme da atenção que o irmão recebia, seguia a mãe por todos os cômodos, pedindo comida e brincadeiras a todo tempo.

A mãe se via dentro de uma bolha cheia de culpa: sentia-se culpada por não dar a atenção que o mais velho queria e por não conseguir consolar o mais novo o quanto desejaria. Ela sentiu o gosto amargo da culpa por querer um momento para si. Então, como uma panela de pressão, tudo explodiu.

Refletindo sobre a situação, ela percebeu que a raiva materna e a raiva em qualquer outro contexto são reações normais e compreensíveis em situações desafiadoras, que não havia motivo para sentir culpa por sentimentos genuínos.

Depois que as crianças finalmente se acomodaram, Cristalle respirou fundo algumas vezes e chorou bastante, ela se lembra. Mais tarde, conversou com uma amiga e riram do absurdo da situação. A amiga mencionou que perdeu o controle com o marido por tirar uma soneca, gritando com ele, querendo saber como ele se atrevia a tirar uma soneca quando ela não dormia direito havia dois anos por conta das obrigações da maternidade.

Quando falou da própria perda de paciência, Cristalle até disse à amiga que achava estar exagerando, mas a colega legitimou seus sentimentos, dizendo que ambas estavam passando pelos desafios de criar crianças. A mulher se pegou repetindo essas palavras para a própria amiga quando lhe ligou soluçando uma semana depois, porque seu filho tinha dado um ataque de raiva em uma loja local e os olhares das pessoas a deixaram envergonhada e com raiva.

Cristalle refletiu que, às vezes, a pressão de ser mãe e carregar a carga mental podem provocar raiva. As mães, muitas vezes, estão no lugar da falta: falta de sono, falta de tempo para si mesmas, falta de autocuidado. Ao mesmo tempo, eles têm o melhor emprego, porém o mais exigente do mundo.

Então, o que as mães podem fazer para reduzir a raiva quando tudo se torna excessivo? Respirar, é esta a resposta que Cristalle pode dar. Inspirar profundamente pelo nariz e expirar dez vezes pela boca pode ajudar enormemente a acalmar o sistema nervoso quando a raiva for disparada. Praticar a atenção plena e a meditação também são estratégias que a mãe acha eficientes para entender sua raiva e aprender seus gatilhos.

Cristalle também defende a importância de se dar um tempo para si mesma. Compreender como a maternidade é difícil e o trabalho profundo que a envolve.

A mulher diz ainda que todas as mães devem prestar atenção em seus diálogos internos, como um bom termômetro de como estão se sentindo, pedindo que as mulheres se tratem com mais carinho. Bondade e compaixão são excelentes antídotos contra a raiva.

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