Reflexão

Nomes que inspiram a busca por mais conhecimento – #narrativasqueinspiram

Não é numerologia, voodoo ou simpatia. O fato é que no mundo do entretenimento, assim como os de autores em geral, seja de roteiro ou os literários mais clássicos; um nome é algo de grande importância. Não somente em relação ao nome dos artistas e autores, mas principalmente em relação as obras.



Há títulos que inspiram as pessoas de formas variadas. Por isso que na hora de escolher o nome de uma obra, não se pode simplesmente pegar uma palavra ou palavras e criar algo que só o artista ou autor entende a relevância. Tem que fazer sentido para quem não sabe nada da história. Inspirar a busca de informações, por despertar a simples curiosidade por um nome incomum.

Algumas das obras de nome mais poderoso, por assim dizer, tem um título formado por um único nome, do protagonista. ‘Drácula’ é um dos melhores exemplos, assim como ‘Hamlet’, porque não só chamam a atenção dos leitores potenciais como já deixam claro a trama é sobre o indivíduo que tem seu nome como título da obra, mas sem nada mais a informar. Inspirando a busca por mais conhecimento sobre obra e autor.

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Só que um título precisa não só apresentar em uma ou duas palavras, ou no máximo em uma frase curta, a obra. Também é bom, no caso dos títulos que usa o nome de personagens, algo que não seja tão diferente de pronunciar em qualquer língua.

Já outros com a série de livros Harry Potter, é o nome do personagem que se destaca, não importa se é o livro 1 ou 7, tão pouco qual é o subtítulo dos livros, é seu nome a força que inspira a pesquisa para sabem mais.

No entanto, alguns nomes ganham vida própria, como é o caso da saga de George Lucas, ‘Star Wars’. Quando o criador dos 6 emblemáticos filmes, produziu os 3 primeiros, ele simplesmente deu um título para cada. O ‘Star Wars’ original, em português ‘Guerra nas Estrelas’, seguido de ‘O Império contra-ataca’ e o ‘Retorno de Jedi’. Foi quando iniciou a produção dos 3 outros filmes, que mostrariam o que ocorreu antes do ‘Star Wars’ original, que se viu a necessidade de renomear os filmes e assim ‘Guerra nas Estrelas’ virou ‘Star Wars – Episódio 4 – Uma Nova Esperança’ e todos os filmes que vieram, além dos outros dois já produzidos, tiveram o nome Star Wars incluído sem tradução.

Quando a título verso traduções, no Brasil há alguns que ganham destaque pela criatividade na escolha de uma versão alternativa, assim como outros se tornaram um atestado de ignorância.


Curiosamente no Brasil são poucas as produções audiovisuais com títulos escolhidos de forma a inspirar o interesse por pesquisa em busca de mais informações, assim como na literatura. Porém existem alguns nomes inesquecíveis como das novelas ‘Vamp’ e ‘Escrava Isaura’ ou filmes como ‘Tropa de Elite’ e ‘Se eu fosse você’. Já livros é complicado pensar num título nacional que é reconhecido de forma unanime, sem claro, ter sido adaptado para a TV ou cinema.

Já em relação a “traduções” de certos títulos para o português do Brasil, há alguns que se tornaram filmes inesquecíveis só para os brasileiros, por causa da criativa “tradução”, como ‘Aperte o Cinto o Piloto Sumiu’ (original “Airplane!”, que traduzindo seria só “Avião!”), ‘Um Morto Muito Louco’ (original “Weekend at Bernie´s” que traduzindo ficaria algo tipo “O fim de semana do Bernie”) e ‘Curtindo a vida Adoidado’ (original “Ferris Bueller’s Day Off” que traduzindo é “Dia de folga de Ferris Bueller”).

Porém há alguns que o nome da tradução criativa é um atestado de ignorância, como é o caso do mais novo ‘Era do Gelo’ que quem nomeou achou mais criativo colocar como subtítulo “O Big Bang”, ao invés de traduzir o original “Collision Course”, que seria “Curso de colisão”. Sem se dar ao trabalho de verificar que a teoria cosmológica conhecida por ‘O Big Bang’ não tem nada a ver com a proposta do filme. Ideia de título que infelizmente acaba ensinando não só errado as crianças brasileiras, mas mostrar que há adultos que não sabem o que falam e nem se dão ao trabalho de pesquisar. O único bom de certos títulos, seja bons ou não, é que podem inspirar a pesquisa do público/leitor alvo.

Verdade que há filmes que são realmente difíceis de traduzir como ‘Inception’, mas não justifica uma escolha preguiçosa como ‘A Origem’, que não tem nada a ver com a proposta do filme. Que deixasse o nome original, como já fizeram com, por exemplo, a série britânica ‘Doctor Who’ que o título é uma piada pelo fato do protagonista se apresentar apenas como “O Doutor”, logo é certo que alguém pergunte: “Doctor Who?” (Traduzindo “Doutor quem?”). Por isso, na dúvida, o melhor é manter o título original.


Vale lembrar que em relação a livros, a pérola com certeza é ‘Dezesseis Luas’, não só porque não tem nada a ver com o nome original “Beautiful Creatures’ que traduzindo seria “Belas Criaturas”, mas porque quem o nome, parece, fazer referência a uma antiga expressão de aniversário “fez mais uma primavera”, então seria “16 primaveras”. Então vem a especulação, já que é uma história de bruxas e a lua (para que escolheu o título) fazia mais sentido que primavera, ficou 16 luas… Só que o raciocínio mostra a mesma falta de interessa a pesquisa do que escolhei “O Big Bang” como subtítulo do ‘Era do Gelo 5’. Já que cada ano tem apenas 1 primavera e várias luas, supondo que só considerou as cheias, que são pelo menos uma por mês. Então ao invés de 16 anos a aniversariado no livro fazia 1 ano e 4 meses.

Também há casos inversos, que a mudança fez grande diferença nas bilheterias, como é o caso do filme ‘The Hangover’ que traduzido seria “A Ressaca”, o qual fez um enorme sucesso no Brasil por ter ganhado o criativo nome de “Se Beber, Não Case!”

Então para nomear algo precisa de mais que escolher um nome qualquer ou traduzir ao pé da letra, no caso das traduções de títulos, pois um nome muito bem escolhido não só inspira o interesse pela pesquisa de informações sobre a obra, como muitas vezes faz diferença no bolso.

Pode tornar a narrativa uma fonte de inspiração de gerações, ou leva-la ao esquecido.


Aproveitando o momento, fecho o texto destacando a fantástica autora J.K. Rowling como fonte de inspiração em vários níveis, não só pelas obras, como também pela pessoa que é. E para quem busca um nome inspirador para nomear algo, uma musa perfeita para inspirar.

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Ela estreia como roteirista no cinema esse mês, com uma nova história 100% original, mas que faz parte do universo ficcional de sua série de livros ‘Harry Potter’. Só que não escolher algo tão trivial como “Uma história de Harry Potter” para nomear sua nova história, optou por ‘Animais Fantásticos e onde habitam’, por ser o nome do livro didático da escola onde Harry Potter estuda magia, o qual foi escrito pelo protagonista dos filmes. Um nome fantástico, que apresenta muito bem a narrativa, da mais fantástica autora. Que inspira pessoas ao redor do mundo com a história de superação de seus personagens e dela própria. Incentivando fãs a não ficar apenas sonhando, mas a trabalhar duro para tornar os sonhos realidade.


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