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NORMOSE – A PATOLOGIA DA NORMALIDADE

“Toda vez que você se encontrar ao lado da maioria, é hora de parar e refletir”. Esta frase, dita por Mark Twain, nos leva direto ao ponto.



A normose, termo criado por Pierre Weil, pode ser entendida como um conjunto de crenças, normas, padrões, hábitos de pensar/agir, que são seguidos por uma maioria numa determinada sociedade, mas que causam alienação, doenças e até mortes.

Como assim, Carlos?

Da mesma forma em que um peixe não se da conta de que vive na água, porque ele nunca vivenciou outra realidade. Nós, seres humanos, também carregamos diversos paradigmas, pelo simples fato de estarmos inseridos numa sociedade.


NORMOSE - FOTO 01

A normose é imposta por diversos mecanismos de doutrinação presentes em determinada cultura. Como não somos ensinados a PENSAR (mesmo isso sendo gratuito), acabamos tomando essas regras primitivas como obrigatórias.

Por exemplo, recentemente estava conversando com o @ptgustavo, que é uma referência na área fitness, e ele me disse algo interessante: ‘as pessoas não querem emagrecer, elas querem ser ’emagrecidas”. Busca-se pela dieta da moda, o gel que queima gorduras, a pílula seca-barriga, o treino milagroso, etc.


Há um padrão normótico aqui: investe-se (tempo, expectativa, energia e dinheiro) numa promessa de resultados instantâneos, mesmo que isso não possua validação.

O mesmo vale em muitas outras normalidades patológicas mais sútis:

Acreditar que trabalhar precisa ser algo penoso;

Acreditar que a corrupção no Brasil é normal;

Buscar a vingança sempre que nos sentimos atacados;

Adquirir bens como meio de obter aceitação e validação dos outros;

NORMOSE - FOTO 02

Todos nós, sem exceção, criamos padrões. No entanto, eles podem ser saudáveis ou não. O caminho não está em eliminar aquilo que é repetitivo, até porque isso seria improvável. Mas sim, em gerar conscientização.

Quando damos um passo para trás e olhamos, de maneira dissociada, para a situação que se encontra a nossa frente. Quando nos permitimos sair do nosso mundo, em busca de novas respostas e possibilidades. Se compreendemos os mecanismos que agem sobre nós, criamos espaço para a mudança.

Lembre-se: se um avião enfrenta uma turbulência, deixá-lo no piloto automático é insanidade.

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