AutoconhecimentoComportamentoO Segredo

Nos iludimos por que queremos ou por que precisamos?

nos iludimos por que queremos

Somos nós mesmos que nos iludimos, por querer que os outros deem o que não podem e ajam como imaginamos que devam agir. – Francisco E. S. Neto



 Nossas experiências são únicas, são o que temos, o que levamos conosco, como também são únicas nossas re­ações. Constantemente criamos fantasias em nossa mente, bloqueamos nossa consciência e nos recusamos a aceitar a verdade, nossas próprias verdades. Não queremos enxergar o que está na nossa frente.

Para não enxergar determinadas verdades usamos os mais variados mecanismos de defesa, seja de forma conscien­te, seja de forma inconsciente. Isso tudo para evitar ou redu­zir os eventos, os fatos, os acontecimentos da nossa vida que nos são inadmissíveis por questões nossas, pelo contexto que vivemos ou mesmo por medo.

A sensação de que podemos controlar a nossa vida, a vida dos outros e o mundo a nossa volta é uma das mais frequentes ilusões. Nem sempre é fácil diferenciar a ilusão de controlar e a realidade de amar e de compreender.


A consciência humana está quase sempre envolvida por ilusões que impossibilitam, por um lado, a capacidade de autopercepção; por outro, dificultam o contato com a realida­de das coisas e pessoas. Uma amiga uma vez disse que “tem pessoas que precisam de menos para controlar mais”. Essa frase ficou martelando na minha cabeça. De fato, quanto me­nor a intensidade do que sentimos, quanto menos sentimos, mais fácil o controle da situação e mais sob controle estamos no sentido das nossas expectativas. Temos a falsa ilusão de que podemos controlar ou que o mundo externo está sob o nosso controle, mesmo nesse caso.

É claro que, quanto menos sentimos, mais estamos conscientes do que acontece, tanto conosco como com o ou­tro. Estamos mais atentos e conectados com o mundo ao nos­so redor. No entanto, quanto menos se sente, menos se espera, menos se quer e, em contrapartida, menos se vive no sentido de experimentar sensações, de se surpreender e de se permi­tir a entrega.

Existem pessoas que escolhem viver com menos e se sentem bem, tranquilas, seguras e prezam a zona de con­forto. Não existe certo e errado nas escolhas. O importante é estarmos felizes e satisfeitos com elas, e que não culpemos ninguém pelos nossos desacertos, pelas nossas ilusões, pelos caminhos que escolhemos seguir, pois são nossos. E os únicos responsáveis pela vida que temos e pelas experiências que vivemos somos nós mesmos, sejam elas mornas, quentes ou frias, conscientes ou não, reais ou ilusórias.


Eu mereço tudo o que desejo e ninguém vai me dizer o contrário

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