Nós somos aquilo que pensamos ou que sentimos?



Você já sentiu aquele frio na barriga que vem antes de qualquer outro pensamento, uma sensação que você não consegue explicar?

Em quantos momentos das nossas vidas demos a devida atenção ao que nós sentimos? Não digo o que criamos ou imaginamos na nossa mente, mas aquele sentimento que vem de uma vez, sem pedir licença e que de repente já dominou o nosso corpo e até a nossa mente.

Você já sentiu aquele frio na barriga que vem antes de qualquer outro pensamento, uma sensação que você não consegue explicar e que em muitos casos quando o seu consciente, sua mente ou como queira chamar, percebe a chegada dessa mensagem busca de todas as formas negar ou mesmo colocar uma série de obstáculos?

Nos textos sobre inteligência emocional para Pais que escrevo falo bastante sobre como negamos e desprezamos os sentimentos dos nossos filhos por meio de frases cotidianas e rotineiras como “Deixa de ser bobo”, “Isso não foi nada”, “Não chore, não fique triste”.

É perceptível que já somos treinados para negarmos os nossos sentimentos desde pequenos e quando crescemos ouvimos falar que “devemos seguir o nosso caminho” ou mesmo “ouvir o que o nosso coração está falando”. Mas nós não sabemos fazer isso, não fomos educados assim.

Fomos criados por meio de um desenvolvimento intelectual e físico com aprendizados diários dos nossos pais e da escola e quando começamos a ter autonomia para decidir as nossas ações nos pedem para fazer algo que não experimentamos e que mal sabíamos que tínhamos, que é tão poderoso.

É confuso, diferente e em muitos casos sofrido quebrar essa casca que foi formada por anos. É o que muitos hoje chamam de zona de conforto. O nosso inconsciente emite vários sinais e nos estimula diariamente a ampliar essa ‘área confortável’.



E como é difícil sentir as nossas emoções e transformá-las em ações. Não temos prática.

Além disso, existe uma “vozinha” dentro da gente falando justamente que isso ou aquilo não vai dar certo, que é perigoso, que é caro, que não tem tempo ou até mesmo que depende de alguém (um clássico).

E quando paramos para pensar naquelas pessoas que tiveram sucesso ou que estão se destacando como gostaríamos de estar – porque a comparação é inevitável – de alguma forma percebemos como é simples e prazeroso.

Nessa hora a “vozinha” já tem uma resposta pronta, “foi sorte”.

“I can’t stop the feeling… So just dance, dance, dance”

(Can’t stop the feeling – Justin Timberlake)






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