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Nossa vida é feita de ciclos e a cada ciclo é preciso criar profundas raízes nas terras férteis da sabedoria…

Segundo o IBGE, a expectativa de vida média dos brasileiros em 2017 está em 75,8 anos de vida, sendo que mulheres com 79,4 enquanto homens em 72,9 anos.

Sim, mas o que tem isso?



Bom! Se considerarmos que a grande maioria de nós, em breve, viverá até os 77 anos, e se considerarmos que nossas vidas são divididas em ciclos de 7 anos, teremos 12 ciclos ao longo de nossa existência, ou seja, podemos considerar de fato que nossas vidas são um único longo ano. Janeiro é nossa infância vai até aos 7 anos, nosso carnaval vai dos 7 aos 14, o início da grande aula da vida começa no março que vai dos 14 a 21, nosso abril vai até os 28, maio até os 35, o inverno começa a nos esfriar aos 42, demais se sucederão aos 49, 56, 63 e, se possível, aos 77 anos.

Se fizéssemos uma pirâmide de nossos anos ou ciclos, onde o cume fosse a divisão entre a apoteose de nosso aclive e o princípio de nosso declive, a virada de nossos 38,5 anos seria a linha tênue que dividiria as fases de ascensão e declínio de nossas vidas.

Alguns mais afortunados terão uma vida mais longeva, mas é preciso deixar bem claro, que eles estarão ganhando bônus de novos meses (ciclos) no ano de suas vidas, como se fosse o plus de um 13º ou um 14º salário, por terem tido uma vida mais regrada, onde aproveitaram ao máximo a oportunidade de aprender dentro dos ciclos, mas é preciso que fique claro que eles terão os mesmos 12 ciclos que qualquer outro, e se passarem da média dos demais, é porque suas ações lhes deram o direito de atingir fases mais evolutivas do conhecimento, para que possam compartilhá-los com os menos afortunados.


Mas que história é essa de ciclos?

– Bom! Lá vamos nós novamente. Desde nossa concepção estamos sendo lançados para o lado de fora. Fora do pai, depois para fora da mãe, para o lado de fora de casa, da rua, do bairro, da cidade, do país, e assim por diante. A força centrífuga universal está sempre se expandindo e empurrando nossos seres para fora de nós. Nossa vida é como se estivéssemos em um grande espiral, isso mesmo, num grande espiral como se fosse um grande furacão, que como naqueles brinquedos de parque de diversões, nos empurra para o lado de fora da zona de conforto, jogando-nos ao mundo, longe de nosso eixo central, do nosso eu, fazendo com que estejamos mais preocupados com o lado de fora, do que com o lado de dentro, mais com o exterior, do que com o interior.

Bom, costumamos medir nossas vidas em anos, muitas vezes em meses, semanas, dias, horas, minutos, segundos. Mas se o instante é efêmero e, o que é, já não é mais, já passou, tornou-se um novo momento e, novamente o que passou, passou, já não volta mais.

Como podemos viver a plenitude de nossas vidas, se na maioria de nossos ciclos estamos na fase de aprendizado, mas que de fato não aprendemos?

Para que possamos ter a pretensão de ganhar bônus dos outros ciclos, é preciso, em primeiro lugar, aproveitarmos os que nos são dados como se fossem o último, aproveitando ao máximo para aprender em nossa ascensão, antes de iniciar o declínio natural de nossos tempos, e mesmo quando começarmos a descida, temos que continuar a olhar o mundo com olhos de aprendizes, alegrando-nos como se estivéssemos descendo nos alegres e divertidos tobogãs, tirolesas, montanhas russas e escorregadores da vida.


É preciso estarmos atentos a cada novo detalhe que nos é apresentado e ao final de cada experiência, compreendermos que de fato pouco ou nada sabíamos sobre ela, levando-nos cada vez mais à certeza de que nada sabemos, tornando-nos humildes frente as verdades da existência.

A vida nos lança em seu grande vortex a fim de sermos expelidos de nosso eu, mas é preciso muita força para mantermo-nos ligados ao nosso eixo central, e para isso, a cada ciclo é preciso criar profundas raízes nas terras férteis da sabedoria, para que nos últimos tenhamos mais alegrias que arrependimentos, para que não precisemos começar tudo novamente noutra vida, evitando assim, o eterno ciclo de renascimentos e mortes como reza o samsara budista.

Aceitemos a pirâmide da vida e as verdades de nossos ciclos. Aceitemos que nossa vida é de subidas e descidas, que tudo está em ondas de altos e baixos, e que precisamos manter a cabeça erguida, “a mente quieta, a espinha ereta, e o coração tranquilo (Walter Franco)”, seguindo numa linha tênue, retilínea e uniforme ao longo de nossa existência.

Precisamos aceitar, acima de tudo, que existe uma luz que nos ilumina exotericamente, fazendo com que possamos ver e compreender o que está fora de nós, e exotericamente, para aqueles mais preparados, que conseguem lapidar suas pirâmides de vida com meditação e sabedoria, tornando suas vidas mais leves, límpidas, desapegadas e transparentes, acabam transformando-as em belos e raros diamantes que transformam a luz que recebem no mais belo espectro de cores e luz, irradiando bons fluidos a todos ao seu redor.

Aceite e transforme a luz que há para você. Se Deus em seu Gênesis disse: “Faça-se a luz!” E a luz foi feita; ainda, se Deus viu que a luz era boa e separou a luz das trevas, por que você ainda vive na escuridão? Aceite, aceite, aceite a sabedoria. Aceite meu sincero desejo de que sua vida seja completa de luz e que você receba todo tipo de bênçãos do universo.

Se somos ínfimos, e do pó viemos e ao pó voltaremos, façamos com que esta passagem neste plano seja colorida e iluminada a todos que se chegarem a nós.

Namastê!

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Direitos autorais da imagem de capa: fierylily / 123RF Imagens

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