Nossas almas precisam se entregar aos ventos da mudança e às águas da purificação

Quando escolhemos o caminho espiritual muitos de nós não têm consciência de quantas renúncias precisamos fazer. Renúncias internas, abrindo mão de apegos, programações mentais, paradigmas e crenças que estão marcados como tatuagem em nosso campo e para nos libertar disso tudo, precisamos depurar.

Nem sempre essa fase de depuração é vista ou vivida com tranquilidade, pois é o momento mais dolorido da caminhada.  Somos descascados, desafiados e todas as nossas sombras são colocadas à nossa frente. Nunca paramos com esse movimento, pois a evolução não para e sempre temos coisas a aprender e a desapegar.

Nesse momento em que estamos vivendo, planetariamente falando, todos são chamados a mudar, no aqui e agora, as cascas já não têm tempo de sair vagarosamente e são arrancadas, deixando a pele da alma em carne viva.

Os paradigmas são convidados a mudar para ontem e se não mudarmos e não nos alinharmos com as altas frequências, as sombras que estão em seus derradeiros suspiros se apossam e nos tiram do centro.

Sair do centro é ir para o ego e esse tanto nos coloca para além do que somos, ou nos diminui e a responsabilidade é apenas e somente nossa, que abrimos as portas e nos negamos a olhar com os olhos do coração todos os movimentos que o universo faz para que sigamos pela Luz.

Há muitos seres sendo atingidos pelas baixas frequências e pensam ser atingidos por magias negativas de outros, pensam ser castigados, quando, na realidade, estão apenas colhendo a semeadura que escolheram fazer, e não se abrem para a possibilidade de mudar. O orgulho não permite.

Necessária entrega nesse caminho é a da humildade. Humildade para mudar, pois até as pedras se permitem ser mudadas pelos ventos que sopram e lapidam suas arestas, pelas águas que batem nas costeiras, moldando as pedras e tornando suas formas mais arredondadas, sem pontas, sem cantos.

Nossas almas precisam se entregar aos ventos da mudança e às águas da purificação, de forma consciente, pois, quer queiramos ou não, esse movimento vai acontecer.

Isso é estar no caminho espiritual: estarmos disponíveis para a evolução, pois ela passa para lapidar quem estamos e fazer com que voltemos a ser quem realmente somos. Seres de Luz que, durante a jornada, se esquecem do brilho de suas almas.

Caminhar o caminho espiritual requer entrega, humildade, consciência de estar a serviço de algo Maior do que nossa mente, que pulsa na onda humana, pode, muitas vezes, compreender.

Caminhar o caminho espiritual é curvar-se ao amor, pelo bem maior, entendendo que humildade não é se diminuir ou se vangloriar, é estar disponível para a sabedoria se manifestar!

Fácil? Não. Mas o impossível é apenas o difícil que não foi feito. Você está disponível, para ser você nesse caminho? Com calma, carinho e coragem. Sem perder a força, o foco e a fé!


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: saksoni / 123RF Imagens



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