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Nossas escolhas: são elas que nos libertam. São elas que nos aprisionam.

Somos donos de nossas escolhas, responsáveis por nossas decisões, únicos donos de nossa vida.

Somos nós que escolhemos ao lado de quem ficar, as consequências que teremos que carregar, os fatos que teremos que julgar, as pessoas que ficarão conosco: aquelas que nos levarão ao céu ou aquelas que nos carregarão para baixo, pois somos quem abre a porta, somos quem as deixa entrar.


Cada atitude de hoje, refletirá no amanhã. Conscientes ou não, a nossa história é um filme e o final não depende do começo, é nesse intervalo que escrevemos os momentos mais importantes.

Afastar-se de alguns, aproximar-se de outros, escolher em quem e no que acreditar é um fardo seu. Decidir se vai varrer o lixo para debaixo do tapete ou fingir acreditar nas suas próprias dúvidas é um peso que terá que suportar.

O arrependimento sincero alivia, perdoa, tira a mácula, tira o peso. Mas acredite, não há espaço para o bem e o mal no mesmo bolso.


A escolha é sua sobre o que carregar. Não há muitas chances, saiba usar cada uma, nem sempre haverá reparos e muita coisa não terá conserto de maneira alguma.

Algumas decisões serão para sempre, algumas doerão vida toda, deixarão cicatrizes, serão inesquecíveis e inexplicáveis, mas tenha consciência de que serão somente suas.

Seja amigo do tempo. Pare, pense, reflita, permita-se mudar, traçar outros caminhos, escrever outros destinos, reescrever outras histórias, reeducar-se, aprender.

O tempo é o melhor dos juízes: revela as aparências, descobre as mentiras, expõe o caráter.


Algumas verdades são evidentes por si mesmas. Seu coração é o advogado de defesa, dá-lhe o livre-arbítrio para que você mesmo decida seus atos e lhe permite o arrependimento e o perdão, a qualquer tempo. Sua consciência, o advogado de acusação, ouça-a sempre que tiver dúvidas. Seremos julgados um dia, tenha certeza disto.

Somos imperfeitos, pecadores, erramos aos montes, mas temos também a capacidade de dar a volta por cima, pedir perdão, buscar o acerto e admitir os erros. O melhor a fazer é tentar fazer tudo o mais bem feito possível! Não temos que ser bons, temos que tentar sermos melhores a cada dia, temos que tomar as melhores decisões, as melhores escolhas, escolher sempre por onde andar, aonde ir e para onde voltar.

Nossas escolhas são como tatuagens permanentes em nossa alma, ainda que ninguém as veja, nós sabemos que elas estão lá e sentimos a dor de cada corte que foi necessário para fazê-las.

Com o tempo a gente aprende que somos donos de nossa liberdade, mas eternos prisioneiros de como a usamos.

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Direitos autorais da imagem de capa: peshkova / 123RF Imagens





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