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Nosso para sempre chegou ao fim…

Você já foi meu melhor amigo e esteve ao meu lado nos melhores e piores dias. Você vibrou com minhas conquistas e eu com as suas. Fizemos o que há de melhor nas nossas vidas.



São dias que não voltam. Dias que hoje são só lembranças. Não quero amargar o que um dia foi tão doce. Mas o nosso para sempre chegou ao fim. Chegou ao fim não por falta de amor ou amizade. Foi falta de cumplicidade, de brilhos nos olhos. Falta de humor.

Nosso amor acabou na falta de paciência. No acumulo de tarefas e responsabilidades. Na falta de planejamento. Naquela viagem que não fizemos. Nas promessas e sonhos não realizados. Não segurou minha mão quando ralei o joelho. Não  ousei secar suas lágrimas.

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Acabou no dia que não ficou ao meu lado pra receber os abraços e nem os aplausos. No dia que não dividi com você minha angústia. Naquele dia que preparei um jantar romântico para nós dois, você o transformou em festa de amigos. Você não entendeu a intenção.

Deixamos de dar valor naquele bilhetinho na gaveta. Nas flores que não foram recebidas nas datas comemorativas. No beijo de boa noite que não foi dado. No egoísmo. Ficou tudo tão automático. Sem brilho. Unilateral.

Morreu no dia da minha desconfiança. No ciúme. No dia que foi embora e me deixou sozinha. No dia que não importou com meus sentimentos. No dia que revidei. Ou fui chata e grossa. Naquele dia que não houve mais humor. Na brincadeira de mau gosto. No dia que não mais importei.

É triste e é só o fim. Por mais que a gente explica, não dá pra desenhar. Não dá para acreditar: o que foi tão mágico um dia, acabou como a rapidez do ilusionista tirando a carta da manga.


Agora já não importa. Outro rumo, outra estrada. Já não sou barco sem rota. O coração está desprendido de qualquer coisa. O que quero agora é paz. Quero rota de fuga de tudo que me faz mal. Quero incendiar tudo aquilo que me tira o bom humor.  Vou brigar pelo o que me traz brilho nos olhos. Afogar todas as más lembranças.

Já estive muito tempo presa na gaiola dourada com cristais cravejados. Gostava do detalhe em azul e do conforto da admiração alheia sobre a perfeição e beleza do canto. Mas hoje quero um jardim com muitas flores para que eu possa descansar depois de cada voo.

Realmente tenho medo, sei que as flores podem murchar e morrer. Mas tenho certeza que a cada estação haverá uma surpresa. A cada tempestade haverá um abraço amigo que irá me acolher. Um ninho para construir. Outras cores para admirar.

Hoje sou pássaro livre.


Não se deixe contaminar pela negatividade alheia!

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