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Nossos irmãos: os animais – “se aprendermos a amá-los como eles merecem, estaremos mais perto de Deus.”

 O assunto relação homem/animal é tão vasto que me dá a sensação de quem jamais se esgotaria.



Desejei fazer esta reflexão, mas confesso que fiquei meio perdida, sem nem mesmo saber por onde começar.

Não gostaria de limitar um assunto tão amplo às relações com nossos adoráveis peludos de estimação, normalmente, caninos, felinos e um ou outro menos popular que compartilham o dia a dia das famílias e que são verdadeiros anjos travestidos de animais.

Temos que pensar que enquanto algumas espécies de animais correm o risco de se extinguirem em nossas matas e florestas, outros se multiplicam dentro de nossas cidades e casas.

Não sou uma ativista, não dedico um tempo especificamente  em favor dos animais. Respeito quem faz e admiro quem faz quando o assunto é tratado de forma séria e responsável.


Fato é que gostar de cachorro ou gatos ou qualquer outra espécie que seja não faz de ninguém um defensor dos animais.

Tenho muita compaixão pelos racionais e “irracionais”, estes últimos causam-me maior comoção  por serem  indefesos e inocentes. Consideram que os racionais podem virar o jogo, mas não os “irracionais”.

Apesar disso, tenho que admitir que me incomode minha própria hipocrisia, pois ainda consumo, ainda que pequena quantidade de carne branca e lamento muito por isso, porém, meu grau evolutivo ainda não é suficiente para interromper o meu mau hábito de me alimentar de alguns irmãozinhos “menores”.


Apesar de não ser ativista, tenho muito amor e respeito pela natureza, no entanto, vejo-me muitas vezes cometendo vergonhosa contradição quando digo que amo uns e me alimentos de outros. Porém, não poderia ir em frente com esta reflexão, se não fizesse essa confissão que se trata de um grande incômodo a ser resolvido.

É desnecessário relatar quanto as benesses a nós concedidas pelos nossos animais de estimação, assunto  mais que comprovado cientificamente e quem vivencia esta experiência tem todos os motivos para atestar a veracidade da afirmação, pois, literalmente, eles nos auxiliam na diminuição do estresse, no despertar de sentimentos doces e ternos.

Sou contra a humanização dessas criaturas, pois acredito que este comportamento traz a estes seres mais perdas do que ganhos, pois se fosse para serem tratados como gente, seriam gente. Embora eles mereçam o mesmo respeito e carinho, no entanto, em formatos diferentes adequados às suas espécies. Não concordo, por exemplo, em vesti-los como crianças, nos exageros de orná-los com jóias, de realizarem casamentos e outras bizarrices sem sentido. Eles não precisam e não entendem essas coisas.

Sabemos que cada cabeça é uma sentença e, embora eu não possa entender muito bem como isso é possível, há pessoas que não têm pelos animais todo esse apreço, o que devemos respeitar, não admitindo, no entanto, maus tratos assim como não devemos admitir quando acontece com um ser humano.

Devemos começar nosso trabalho de preservação das espécies dentro de nossos lares, ensinando nossos filhos a respeitar o próximo, que pode ser outro ser humano, um rio, um lobo, ou um gato.

Em hipótese alguma, sob qualquer pretexto, animais devem ser comprados, uma vez que não são objetos.

Tenho o hábito de ver na TV programações que apresentam a vida dos animais nas selvas e, todos os dias, eu me pergunto por que existe essa necessidade instintiva de nos devorar entre si? Não há resposta que me satisfaça.

O homem destruiu muitas espécies e muitas outras estão ameaçadas e assim observarmos construírem tardiamente berçários, santuários, na tentativa de salvar os poucos exemplares que ainda restam de algumas espécies sobre a face da terra.

Os pets costumam encher a casa de alegrias, encantam-nos com suas travessuras, são fofos, lindos, pequeninos e gostosos de apertar. Porém, também dão trabalho, gastos e alguns incômodos,  por esses incômodos, às vezes, tutores não preparados, perdoem-me o desabafo, “desumanos” abandonam seus animais à própria sorte.

A situação dos animais de rua no Brasil está cada vez mais delicada, e representa hoje um problema de saúde pública. Cães e gatos sujos, magros, famintos e doentes, muitas vezes invisíveis aos olhos da sociedade, reviram o lixo atrás de comida, transmitem doenças, vivem ao relento, sob o sol forte ou o frio intenso. São maltratados e rejeitados, até que finalmente são recolhidos e encaminhados aos Centros de Controle de Zoonoses onde são, na maioria das vezes, sacrificados.

São animais que, por um motivo ou outro, foram rejeitados, não superaram as expectativas de seus “donos” e, por isso, foram descartados.

Podemos ajudar a mudar isso, não comprando animais, que muitas vezes são de “criadouros” clandestinos, sem nenhum critério, onde o único objetivo é “lucrar”.  Precisamos castrar  os nossos pets e ajudar em campanhas de castração para que não procriem, vacinando-os com regularidade, não os deixando soltos pelas ruas onde possam contrair doenças que venham a  ser  problemas para tratar. E como disse no início, esse é um assunto sem fim e não desejo entediar o meu leitor.

Apenas desejo finalizar esta reflexão com um texto de Madre Tereza de Calcutá, com cortes, por ser extenso, mas que expressa sentimentos com os quais, nós que amamos os animais  nos identificamos.

“Por que devemos amar os animais?

Porque frente ao poder do homem que conta com armas, eles são indefesos… Porque são eternas crianças, não sabem nem de ódios nem de guerras. Porque se fazem entender sem palavras, porque seu olhar é puro como sua alma… Porque não sabem nem de invejas nem rancores… Por isso e mil coisas mais, eles merecem o nosso amorSe aprendermos a amá-los como eles merecem, estaremos mais perto de Deus”

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Direitos autorais da imagem de capa: epicstockmedia / 123RF Imagens

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