Anna Carolina Jatobá alega estar sendo mantida em cárcere privado pelo sogro; entenda
São Paulo
16°C 11°C
domingo, 13 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,126 +0,10%
Euro R$ 5,942 +0,04%
CLUBE OS

Anna Carolina Jatobá alega estar sendo mantida em cárcere privado pelo sogro; entenda

Documento pede revisão da pena de Anna Carolina Jatobá e aponta suspeitas após sua saída do sistema prisional

Avatar De Ana CarolineAna CarolineNotícias10/07/2026 às 09:37

Anna Carolina Jatobá Alega Estar Sendo Mantida Em Cárcere Privado Pelo Sogro; Entenda
Foto: Reprodução / Record TV

Dezoito anos depois do crime que abalou o Brasil, um novo pedido chegou à Justiça de São Paulo envolvendo a situação prisional de Anna Carolina Jatobá, condenada pela morte da menina Isabella Nardoni. O homicídio aconteceu em 29 de março de 2008.

A nova movimentação ocorre após a atualização de uma representação enviada à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), em Washington, nos Estados Unidos. A partir disso, um requerimento foi protocolado na Justiça paulista.

Nesta quarta-feira (8), o ativista Agripino Magalhães, presidente da Associação do Orgulho LGBTQIAPN+, apresentou um pedido à 1ª Vara das Execuções Criminais de Taubaté para que a situação de Anna Carolina Jatobá seja reavaliada.

No documento, ele solicita a abertura de um procedimento para apurar a legalidade da progressão ao regime aberto concedida à condenada. Caso sejam identificadas irregularidades, o pedido é para que o benefício seja revogado. Anna Carolina Jatobá cumpre pena em liberdade desde 2023.

Petição apresenta novas suspeitas

Documentos obtidos pela coluna Fábia Oliveira, do Metrópoles, e anexados ao processo, reúnem alegações sobre o período em que Anna Carolina Jatobá permaneceu na Penitenciária Feminina de Tremembé.

As informações aparecem em uma petição assinada pelo advogado Francisco Angelo Carbone Sobrinho, que questiona a forma como a execução da pena teria sido conduzida. Segundo o documento, Antônio Nardoni, avô de Isabella Nardoni, teria mantido proximidade com a então direção da unidade prisional.

A manifestação apresentada à Justiça também sustenta que essa relação teria favorecido a concessão de benefícios apontados como irregulares durante o período em que Anna Carolina Jatobá cumpriu pena.

Um dos pontos citados na petição envolve o depoimento da agente penitenciária Elisa, que afirmou ter convivido com Jatobá enquanto as duas estavam na unidade prisional.

De acordo com o relato incluído no documento, a condenada teria recebido um colchão ortopédico de alto valor para usar dentro da cela. O benefício é mencionado como um dos exemplos que agora integram o conjunto de novas alegações analisadas no caso.

Testemunha cita supostos privilégios

Conforme o depoimento apresentado nos autos, Anna Carolina Jatobá também teria ocupado uma posição de liderança dentro da penitenciária. Segundo a testemunha, essa função teria permitido a obtenção de remição de pena por meio do trabalho, benefício que, de acordo com ela, não era oferecido nas mesmas condições a outras detentas.

A petição levanta a suspeita de que esse procedimento possa ter sido influenciado por supostas irregularidades e por informações que, na visão dos autores do pedido, não corresponderiam à realidade dos fatos.

Entre as diligências solicitadas à Justiça, o requerimento pede a quebra de sigilo bancário e a análise de possíveis movimentações financeiras envolvendo Antônio Nardoni, empresas supostamente ligadas a ele, a direção da Penitenciária Feminina de Tremembé e outros servidores da unidade.

Ativista questiona situação após saída da prisão

O pedido apresentado à Justiça também traz a tese que, segundo os autores da iniciativa, explicaria uma suposta atuação de Antônio Nardoni em favor de Anna Carolina Jatobá enquanto ela esteve presa.

Conforme os depoimentos anexados ao processo, a alegação é de que eventuais benefícios concedidos à condenada teriam o objetivo de impedir que ela prestasse declarações capazes de comprometer o sogro.

Outro ponto citado no documento trata da situação de Jatobá depois de deixar o sistema prisional. A petição levanta a hipótese de que ela estaria vivendo em cárcere privado e sob forte controle de Antônio Nardoni, cenário que, segundo os responsáveis pelo pedido, reduziria sua autonomia mesmo após a conquista da liberdade.

De acordo com o ativista responsável pela iniciativa, esse suposto controle seria mantido até o fim do prazo prescricional de eventuais crimes que, na avaliação dele, poderiam ser atribuídos a Antônio Nardoni.

Destaque-o e pressione Ctrl + Enter.

Cadastre-se para comentar

Os comentários continuam visíveis para todos. Para participar da conversa, crie sua conta do Clube OS e volte para esta matéria.

Cadastro gratuito Conta pessoal para participar Entrada rápida com Google ou Facebook Retorno direto para esta matéria

Liberar área de comentários

Conta gratuita Sem pagamento nesta etapa
Criar conta para comentar
Depois de entrar, recarregue a página para liberar o formulário.

PUBLICIDADE

Todos os campos são obrigatórios.