Os tristes falecimentos dos irmãos gêmeos Jean e Geovani Oliveira Lima impactaram o país após um acidente trágico na Rodovia
O trágico falecimento dos irmãos gêmeos Jean e Geovani Oliveira Lima, ambos com 34 anos, ganhou notoriedade em todo o país.
Eles perderam a vida em um acidente de moto na Rodovia Cônego Domênico Rangoni, na altura da cidade de Guarujá, no litoral de São Paulo.
O acidente ocorreu no último domingo (18), na pista com direção à capital. Segundo a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), os irmãos estavam em uma motocicleta que colidiu com a traseira de um automóvel.
Os corpos foram velados e sepultados juntos na terça-feira (20), no Cemitério Jardim da Paz, em cerimônia marcada pela emoção.
Informações da Polícia Militar Rodoviária indicam que o motociclista perdeu o controle ao realizar a transição da faixa 1 para a faixa 2, na tentativa de acessar o viaduto do bairro Vicente de Carvalho.
A PMRv não especificou qual dos irmãos estava pilotando a moto no momento da colisão.
A moto acabou atingindo a parte traseira de um carro que estava parado devido ao tráfego intenso. Os dois irmãos morreram na hora. Já o motorista do automóvel saiu ileso.
Ainda conforme o relato da PMRv, o condutor do carro informou que não percebeu a aproximação da moto.
Ele apenas sentiu o impacto repentino na parte de trás do veículo.
O portal g1 apurou que o motorista realizou o teste do bafômetro logo após o ocorrido, e o resultado não indicou consumo de álcool.
Geovani trabalhava como motorista de caminhão em uma distribuidora de ferro e aço.
Ele era casado com Gislaine Aparecida da Silva Lima e deixou três filhos: uma menina de 3 anos, um menino de 12 anos e uma enteada da mesma idade.
Jean, por sua vez, era auxiliar de serviços gerais em um prédio no Guarujá.
Ele vivia há três anos com a companheira Meriele Melo, com quem teve dois filhos, de 6 e 7 anos.
Segundo Gislaine, os dois irmãos eram inseparáveis desde a infância.
“Onde um estava, o outro estava […]. Assim foi a vida deles. Eles eram tão ligados, que nasceram e morreram juntos”, lamentou a viúva de Geovani.
A família se emocionou ao organizar uma despedida que refletisse o vínculo entre os gêmeos. Gislaine fez questão de realizar um velório idêntico para ambos, como forma de homenagear essa conexão.
“Fiz o velório deles e fiz questão que os dois fossem iguais […]. Quadro de foto, caixão, tudo eu quis fazer igual”, contou.
A única distinção foi relacionada aos times de futebol de coração: Geovani era torcedor do Corinthians e Jean, do Vasco. Cada um foi homenageado com artigos relacionados aos respectivos clubes.
Gislaine revelou ainda que a família está “despedaçada” após a perda, mas busca forças em Deus para seguir adiante, como Geovani sempre ensinou.
“Ele era um cara de muita fé […]. Era a minha vida, meu mundo, era tudo”, declarou com emoção.
Meriele Melo, viúva de Jean, compartilhou lembranças do último dia vivido ao lado do companheiro.
Para ela, os momentos foram tão marcantes que soaram como uma despedida.
“Saímos para dançar, depois tomamos banho de praia. Foi uma despedida triunfal, maravilhosa”, contou.
O casal viveu juntos momentos especiais pouco antes da tragédia, fortalecendo ainda mais o simbolismo do laço entre os irmãos até o último instante.
Cadastre-se para comentar
Os comentários continuam visíveis para todos. Para participar da conversa, crie sua conta do Clube OS e volte para esta matéria.
Liberar área de comentários