As investigações sobre o desaparecimento das crianças em Bacabal seguem ativas
Resposta rápida
O desaparecimento de Allan Michael e Ágatha Isabelly, em Bacabal, continua sem solução apesar das buscas e investigações em andamento, com suspeitas envolvendo uma possível terceira pessoa ainda não confirmadas.
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O que se sabe
FAQ editorial
O desaparecimento de Allan Michael, de 4 anos, e Ágatha Isabelly, de 6, em Bacabal, no interior do Maranhão, teve novos desdobramentos nesta segunda-feira (18) e pode alterar os caminhos seguidos pela investigação.
Os irmãos sumiram no dia 4 de janeiro junto com o primo Anderson Kauã, de 8 anos. O menino foi localizado com vida três dias depois, mas Allan e Ágatha continuam desaparecidos.
Uma comissão da Câmara dos Deputados está em Bacabal para acompanhar de perto o andamento das apurações e reunir informações atualizadas sobre as buscas pelas crianças.
Os delegados que atuam no caso se encontraram com os parlamentares e apresentaram uma rara atualização pública sobre a investigação, que segue em andamento mesmo após a redução da mobilização inicial.
O trabalho de investigação não parou. Naquele início, a mobilização intensa para procurar as crianças parou, mas a investigação em si não parou
A afirmação foi feita pelo delegado Murilo, ao explicar que, apesar de as buscas ostensivas terem diminuído, o trabalho investigativo das autoridades não foi interrompido.
Durante a reunião, o delegado também falou sobre a principal linha de investigação considerada atualmente pelas autoridades responsáveis pelo caso.
“Posso dizer que nenhuma vertente, nenhuma corrente está sendo abandonada. A maior especulação que se tem é que houve uma terceira pessoa”
Segundo ele, algumas denúncias e pistas recebidas ao longo das apurações chegaram a ser verificadas, mas nenhuma delas teve confirmação concreta até o momento.
“Chegamos na pessoa e a pessoa disse que não houve nada daquilo, que foi só uma especulação e não se confirmou. Era uma pessoa que nem tinha condições físicas de estar lá no local”
O delegado também contou que uma denúncia envolvendo um hotel em São Paulo mobilizou equipes de investigação, após uma pessoa relatar ter visto crianças parecidas com Allan e Ágatha.
“Em São Paulo, uma pessoa teria visto em um hotel e entrou em contato com a gente. Foi mandado verificar. O que chamou atenção é que a pessoa não tinha CPF porque era do Marrocos. As crianças eram parecidas mesmo, idade parecida, mas não eram”
O coronel Túlio, que participou das buscas realizadas na área de mata onde as crianças desapareceram, também se manifestou sobre o caso durante a reunião.
O desaparecimento das crianças mobilizou mais de mil pessoas, entre voluntários e agentes de segurança, na região de Bacabal. Mesmo com a intensidade das buscas realizadas nos últimos meses, nenhum vestígio físico de Allan Michael e Ágatha Isabelly foi encontrado até agora.
O caso continua sob investigação das autoridades do Maranhão, que seguem analisando pistas, denúncias e possíveis novas informações sobre o paradeiro das crianças.
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