Douglas Silva reage com deboche após prisão de ex-sócios da Naskar em operação policial

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O empresário Douglas Silva segue em Dubai e tem feito deboche nas redes sociais sobre as investigações da fintech Naskar, acusada de desviar R$ 900 milhões de investidores. Três ex-sócios da empresa foram presos em São Paulo, e contas vinculadas a eles, a Douglas e sua avó foram bloqs judicialmente.
Resumo do conteúdo
O que se sabe
FAQ editorial
O empresário Douglas Silva de Oliveira, 26 anos, responsável pela compra da fintech Naskar Gestão de Ativos Ltda, voltou a fazer piada com os investidores lesados nas redes sociais.
A nova provocação veio logo após reportagem do portal Metrópoles revelar o bloqueio das contas bancárias dele em razão das dívidas acumuladas pela instituição financeira.
“Sigo de férias”, escreveu Douglas nos comentários de uma publicação.
Ao tomar conhecimento da prisão dos três ex-sócios da Naskar, ocorrida nesta quinta-feira (22/7), Douglas reagiu com deboche: “O pai tá safe”
Atualmente à frente da empresa acusada de desviar R$ 900 milhões pertencentes a 3 mil investidores, Douglas encontra-se em Dubai, nos Emirados Árabes, desde a semana anterior. Ele chegou a afirmar que a viagem ao país árabe tinha caráter de férias, mas depois mudou o discurso, dizendo tratar-se de “mais um business”.
O deslocamento ao exterior ocorreu dias antes de a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) efetuar, nessa quarta-feira (22/7), a prisão dos três ex-sócios da fintech. Marcelo Liranco Arantes, Maurício Volpato e Rogério Vieira foram capturados em São Paulo (SP) e permanecem à disposição da Justiça.
Nesta quinta-feira (23/7), Douglas republicou uma matéria que expunha a compra de um carro de luxo por ele, ironizando: “Noticiam tudo mesmo”
Em outra resposta às publicações do Metrópoles, o empresário voltou a debochar: “Vocês são apaixonados por mim”
Já na sexta-feira (17/7), quatro dias antes da decisão judicial que bloqueou suas contas, Douglas publicou nas redes sociais uma reação de deboche à notícia de que teria fugido para Dubai. Na ocasião, compartilhou a matéria da coluna de Mirelle Pinheiro e escreveu: “Fugi não, galera, só férias, hahaha. Te falar, viu… me amam demais”.
O Metrópoles procurou Douglas para comentar tanto a reportagem quanto a decisão judicial de bloqueio das contas. O empresário limitou-se a informar que se pronunciaria em breve.
Em conversas privadas com investidores, o empresário nega qualquer responsabilidade pelas dívidas e defende que a transferência da empresa para o nome da própria avó, Célia de Fátima Ferreira, de 77 anos, seria um “procedimento padrão”. Segundo ele: “Eu faço isso com toda empresa minha, tenho 49 empresas”.
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) determinou, na terça-feira (21/7), o bloqueio de R$ 75 milhões pertencentes a Douglas Silva de Oliveira. A medida judicial também atingiu outras pessoas ligadas à fintech, incluindo a avó do empresário.
Marcelo Liranco Arantes, Rogério Vieira e José Maurício Volpato foram presos na quarta-feira (22/7), em São Paulo, durante ação da Divisão de Defraudações e Falsificações da Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes (Difraudes-Corf/PCDF).
Os três são ex-sócios da Naskar Gestão de Ativos, fintech investigada por esquema fraudulento que teria causado prejuízo superior a R$ 900 milhões a cerca de 3 mil investidores em todo o país — caso revelado com exclusividade pelo Metrópoles.
Segundo o delegado Henry Galdino, responsável pelas investigações, nenhum dos três ofereceu resistência no momento da prisão. Rogério Vieira, inclusive, foi abordado enquanto dirigia. Durante o interrogatório policial, o trio optou pelo silêncio.
Galdino ainda revelou que os investigados trocaram de residência diversas vezes nos últimos meses: “Eles trocaram de endereços várias vezes nos últimos dois meses, estavam se escondendo”
Apesar da dívida que se aproxima de R$ 1 bilhão, o delegado apontou que todos os ex-sócios viviam em condomínios de alto padrão em São Paulo — um deles foi localizado na Riviera de São Lourenço, região litorânea de Bertioga (SP).
Além de Rogério, detido em um veículo de luxo de modelo não divulgado, Marcelo Liranco Arantes teve apreendida uma picape Ford F-150 Raptor, avaliada em cerca de R$ 500 mil.
A polícia também apreendeu R$ 150 mil em espécie, valores em dólar e euro, aparelhos celulares, computadores e documentos que ainda serão analisados durante a investigação.
Ao Metrópoles, o TJSP esclareceu que, por se tratar de prisões cumpridas a partir de mandados judiciais, a audiência de custódia teve como finalidade apenas verificar eventuais irregularidades na execução das ordens.
A defesa dos três ex-sócios da Naskar não foi encontrada para se manifestar sobre o caso.
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