Estupro coletivo de crianças em SP: por que vídeo do crime deixou delegada em choque
São Paulo
16°C 11°C
quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,143 -0,12%
Euro R$ 5,932 -0,16%
CLUBE OS

Estupro coletivo de crianças em SP: por que vídeo do crime deixou delegada em choque

Vídeo de estupro coletivo de crianças em São Miguel Paulista viralizou antes da denúncia, com suspeitos presos e vítimas recebendo apoio

Avatar De Ana CarolineAna CarolineNotícias05/05/2026 às 10:03

Estupro Coletivo De Crianças Em Sp: Por Que Vídeo Do Crime Deixou Delegada Em Choque
Foto: Divulgação / GCM de Brejões / Reprodução / X

Um vídeo com imagens explícitas do estupro coletivo de duas crianças, de 7 e 10 anos, em São Miguel Paulista, Zona Leste de São Paulo, chocou a polícia e a comunidade local.

O conteúdo circulou livremente nas redes sociais e entre moradores, expondo a violência e provocando ameaças contra as famílias das vítimas, que só tomaram conhecimento do crime após o compartilhamento das imagens. O abuso ocorreu em 21 de abril, mas a denúncia formal foi registrada apenas três dias depois, em 24 de abril.

A delegada Janaína da Silva Dziadowczyk, do 63º Distrito Policial da Vila Jacuí, confirmou que o vídeo viralizou antes mesmo do registro oficial da ocorrência, agravando o impacto do crime na comunidade. As crianças foram atraídas por um grupo com a promessa de empinar pipa e levadas para um imóvel na comunidade União Vila Nova, onde sofreram os abusos.

As imagens foram compartilhadas em grupos de WhatsApp e se espalharam rapidamente entre os moradores, o que levou familiares das vítimas a descobrirem o caso. A irmã de uma das crianças, que não mora na comunidade, recebeu as imagens, reconheceu o irmão e procurou a polícia no dia 24 de abril.

Eles eram vizinhos e conviviam. As crianças tinham confiança neles. Foram soltar pipa. Eles foram atraídos para esse imóvel porque passaram e falaram: “vamos soltar pipa? Ah, entra aqui que tem uma linha”, afirmou a delegada

Enquanto o vídeo circulava, as famílias das vítimas sofreram ameaças para não denunciar o abuso à polícia. A advogada de defesa, Aline Soares, que acompanhou o caso no 63º Distrito Policial, afirmou que houve pressão para que o conflito fosse resolvido entre os próprios moradores, sem envolvimento das autoridades.

Segundo Janaína, um dos adolescentes apreendidos contou em depoimento que o episódio teria começado como uma “brincadeira” e acabou escalando para o crime. A polícia afirma que o único adulto envolvido, Alessandro Martins dos Santos, de 21 anos, teria incentivado as ações e iniciado as gravações.

“As imagens causam muito impacto. Foi o maior quem começou as brincadeiras e também as gravações no celular dele. Depois, ele pediu para outro adolescente filmar”, disse a delegada.

As mães chegaram até nós falando que tinham sido ameaçadas pelo pessoal da comunidade. Foram até a casa delas dizendo que não era para elas denunciarem à polícia. Elas disseram que eles realmente falaram que não era para irem até a polícia, que eles resolveriam de alguma outra maneira entre eles. Elas também não conhecem essas pessoas. (…) Agora eles estão bem, as crianças estão seguras e salvas, disse à CBN

As crianças recebem atendimento médico e psicológico, com acompanhamento do Conselho Tutelar. As famílias foram acolhidas pela rede de assistência social da Prefeitura de São Paulo. Cinco pessoas envolvidas no crime responderão por estupro de vulnerável, divulgação de imagens e corrupção de menores.


Se você presenciar um episódio de violência contra crianças ou adolescentes, denuncie o quanto antes através do número 100, que está disponível todos os dias, em qualquer horário, seja através de ligação ou dos aplicativos WhatsApp e Telegram.

O mesmo número também atende denúncias sobre pessoas idosas, mulheres, pessoas com deficiência, pessoas em restrição de liberdade, comunidade LGBT e população em situação de rua. Além de denúncias de discriminação étnica ou racial e violência contra ciganos, quilombolas, indígenas e outras comunidades tradicionais.

Também é possível denunciar casos de maus-tratos e negligência a crianças e adolescentes nos Conselhos Tutelares, Polícias Civil e Militar e ao Ministério Público, bem como através dos números Disque 181, estadual; e Disque 156, municipal.

Destaque-o e pressione Ctrl + Enter.

Cadastre-se para comentar

Os comentários continuam visíveis para todos. Para participar da conversa, crie sua conta do Clube OS e volte para esta matéria.

Cadastro gratuito Conta pessoal para participar Entrada rápida com Google ou Facebook Retorno direto para esta matéria

Liberar área de comentários

Conta gratuita Sem pagamento nesta etapa
Criar conta para comentar
Depois de entrar, recarregue a página para liberar o formulário.

PUBLICIDADE

Todos os campos são obrigatórios.