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Gracindo Júnior, renomado ator e diretor brasileiro, morre aos 83 anos

Gracindo Júnior, ícone da TV brasileira, faleceu aos 83 anos, deixando uma carreira rica em atuações e direções

Avatar De Ana CarolineAna CarolineNotícias02/09/2026 às 10:42 02/09/2026 às 10:46

Gracindo Júnior, Renomado Ator E Diretor Brasileiro, Morre Aos 83 Anos
Foto: Divulgação / TV Globo

Aos 83 anos, o ator Gracindo Júnior faleceu ontem, no Rio de Janeiro. Leonardo Brício, amigo e colega de profissão, foi quem divulgou a informação.

A causa da morte não foi divulgada. Em publicação feita no Instagram, Leonardo Brício relatou que acompanhou de perto o momento em que Gracindo Júnior morreu.

“Quis Deus que eu estivesse ao lado dos seus filhos de sangue e sua esposa nesse exato momento”, registrou ele na mensagem.

Trajetória iniciada no rádio e cassada pela ditadura

Epaminondas Xavier Gracindo, o Gracindo Jr., iniciou a carreira no rádio ainda na adolescência e transitou por diversas frentes artísticas durante a vida. Aos 15 anos, em 1959, fez teste na Rádio Nacional, onde trabalhou como ator, redator e disc-jóquei.

Filho do ator Paulo Gracindo (1911-1995), chegou a cursar psicologia, mas não seguiu a profissão. Optou por permanecer no rádio e expandiu sua atuação para o teatro, a televisão e o cinema, percurso que incluiu ainda trabalhos como diretor e supervisor de dramaturgia.

Filiado ao Partido Comunista, Gracindo Jr. teve os direitos políticos cassados pela ditadura militar em 1964, o que o impediu de continuar no rádio. Nessa época, ele já havia passado por emissoras de televisão como TV Rio, TV Excelsior e TV Tupi.

Estreia como diretor teatral em 1976

Em 1976, Gracindo Jr. viveu seu primeiro grande papel de destaque: o pintor João Maciel, na novela “O Casarão”, assinada por Lauro César Muniz. A narrativa se passava em três momentos distintos — 1906, 1926 e 1976 — e trouxe pai e filho encarnando versões jovem e idosa do mesmo personagem.

Ainda em 1976, ele também iniciou a carreira de diretor teatral, comandando a peça “A Longa Noite de Cristal“, de Oduvaldo Vianna Filho. Na sequência de “O Casarão “, viajou para Portugal e dirigiu a peça ” É”, texto de Millôr Fernandes, que permaneceu em exibição durante quatro meses.

Carreira como diretor e ator na TV

Já de volta ao Brasil, Gracindo Jr. passou a supervisionar, em 1978, o núcleo de novelas das 18h da Globo. Sua primeira missão foi acompanhar o começo de “A Sucessora”, de Manoel Carlos, responsabilizando-se por etapas como montagem, edição, sonorização e o desempenho do elenco.

Nos anos seguintes, ele passou a atuar também como diretor de novelas e programas, sem deixar de lado a carreira de ator. Comandou a direção de “Memórias de Amor” e de “Marron-Glacé”, assumindo em 1983 o comando de “Os Trapalhões”. No início da década de 1980, esteve ainda entre os diretores e apresentadores dos primeiros videoclipes exibidos pelo “Fantástico”.

Em 1980, escreveu e encenou a peça “Paulo Gracindo, Meu Pai”, criada como homenagem aos 50 anos de carreira de seu pai. Foi também Gracindo Jr. quem dirigiu as duas últimas peças com Paulo Gracindo em cena: “Num Lago Dourado” (1991) e “A História é uma História” (1993).

Gracindo Júnior, Renomado Ator E Diretor Brasileiro, Morre Aos 83 Anos

Direitos autorais: Divulgação / TV Globo

Em 1984, transferiu-se para a TV Manchete, onde deu vida a Dom Pedro 1º em “A Marquesa de Santos”. Dois anos mais tarde, reencontrou Maitê Proença em “Dona Beija “, na qual viveu Antônio Sampaio, e participou ainda de ” Tudo ou Nada ” (1987) e, mais tarde, ” 74.5″, “Uma Onda no Ar” (1994).

Já nos anos 2000, permaneceu presente em novelas e minisséries, casos de “Esplendor” (2000), “Aquarela do Brasil” (2003). Em “Celebridade “, interpretou Ubaldo Quintela, personagem que tinha passado 15 anos preso, e em 2004 participou de ” Como uma Onda”.

De 2006 em diante, Gracindo Jr. passou a integrar produções da Record, entre elas “Cidadão Brasileiro” (2009), além da minissérie “Rei Davi” (2012). Ao mesmo tempo, manteve uma agenda intensa nos palcos, somando mais de 20 peças em que atuou, produziu ou dirigiu.

Gracindo Júnior vivia em sua pousada em Visconde de Mauá (RJ), ao lado da mulher, Daisy Poli. Seu último trabalho foi o filme “A Queda”, gravado em 2022.

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