Adolescente de 13 anos atira contra alunos e funcionários no Instituto São José, em Rio Branco, matando duas inspetoras; polícia investiga motivação
Resumo do conteúdo
Um adolescente de 13 anos entrou armado no Instituto São José, em Rio Branco, Acre, e disparou contra alunos e funcionários, matando duas inspetoras e ferindo outras duas pessoas.
O ataque, ocorrido na tarde desta terça-feira 05/05, levantou alertas sobre segurança escolar e a possível relação do crime com bullying.
A Polícia Militar do Acre confirmou a ocorrência, prendeu o jovem autor dos disparos e o padrasto dele, que é o dono da arma utilizada no ataque. As duas pessoas feridas foram encaminhadas para atendimento médico e não correm risco de morte. A investigação segue para esclarecer as motivações e detalhes do episódio.
As vítimas fatais foram Alzenir Pereira da Silva e Raquel Sales Feitosa, inspetoras do Instituto São José. Alzenir era lembrada pela comunidade escolar como uma pessoa atenciosa e querida.
Alzenir Pereira da Silva era inspetora do Instituto São José e é lembrada por alunos e colegas por sua postura acolhedora. Alunos antigos a descrevem como uma pessoa bondosa, paciente e inesquecível no convívio diário. Ela era conhecida como “Tia Zena” no colégio.
Nas redes sociais, estudantes destacaram a dedicação de Alzenir no ambiente escolar. “A inspetora Zena era muito educada e atenciosa com todos”, afirmou um membro da comunidade.
Tia Zena sempre foi muito atenciosa. Sempre foi querida por todos, meus pêsames à família. Sentiremos falta, declarou um aluno que preferiu não se identificar
Raquel Sales Feitosa trabalhava na escola há cinco anos e cursava enfermagem. Ela deixa um filho e era considerada uma pessoa alegre e dedicada.
Amigos lamentaram a morte de Raquel nas redes sociais. “Uma mãe, amiga, filha e esposa maravilhosa, vai deixar muita saudade. Te amo pra sempre”, publicou uma amiga.
Inspetora era descrita como um “encanto de pessoa”. “Era maravilhosa […], sempre contagiava a todos com sua alegria”, publicou outra amiga nas redes sociais.
O jovem conseguiu a arma após obter a chave de um cofre na residência do padrasto, que não tinha conhecimento do ocorrido.
No ataque, ele disparou um pente completo de munição e, sem saber recarregar a arma, a deixou abandonada em uma escadaria da escola antes de fugir.
O adolescente foi detido pela polícia logo após o ataque, assim como o padrasto, que está sob investigação.
Duas pessoas ficaram feridas no ataque e foram encaminhadas para atendimento médico. Segundo a Polícia Militar do Acre, elas passam bem e não correm risco de morte. A rápida ação das equipes de segurança e saúde foi essencial para o socorro.
As autoridades suspeitam que o ataque tenha relação com bullying sofrido pelo adolescente na escola. A investigação está em andamento para apurar o contexto que levou ao episódio.
A tragédia reacende o debate sobre a necessidade de fortalecer políticas de prevenção à violência e ao bullying nas instituições de ensino, enquanto familiares e a comunidade escolar buscam respostas e mudanças para evitar novos casos.
Cadastre-se para comentar
Os comentários continuam visíveis para todos. Para participar da conversa, crie sua conta do Clube OS e volte para esta matéria.
Liberar área de comentários