Leandro Pinheiro Silva demonstrou incrível honestidade ao devolver R$ 200 mil transferidos por engano para sua conta inativa
Leandro Pinheiro Silva, de 25 anos, surpreendeu ao tomar uma atitude rara nos dias atuais: devolveu R$ 200 mil que haviam sido transferidos por engano para uma conta bancária sua que estava inativa há cerca de quatro anos.
O episódio ocorreu na manhã da sexta-feira (16) e a restituição foi concluída na terça-feira (20). Como reconhecimento pela sua integridade, o jovem recebeu R$ 1 mil de recompensa.
Pouco tempo depois da transação, Leandro recebeu uma ligação de um homem em estado de desespero.
Do outro lado da linha estava o empresário responsável pela transferência equivocada, implorando pela devolução.
Ele explicou que havia comprado uma carreta de bovinos e, ao realizar o pagamento via Pix, digitou o número errado.
O valor deveria ser destinado a um produtor rural, mas acabou sendo creditado por engano na conta de Leandro
Natural de Santa Inês (MA), Leandro atualmente reside em Goiânia, onde está matriculado no curso técnico de enfermagem.
Ele tomou conhecimento da transação ao receber um e-mail da instituição financeira. Inicialmente, pensou que se tratava de uma propaganda, já que a conta em questão estava inativa há anos.
A origem do erro foi a semelhança entre códigos DDD. O número de telefone de Leandro ainda possui o código 65, referente ao estado de Mato Grosso.
O empresário, no entanto, pretendia enviar o valor para um contato com DDD 66, também localizado na mesma região. A troca de um único dígito foi suficiente para causar o transtorno.
O elevado valor transferido chamou a atenção do sistema do banco, que automaticamente bloqueou a conta do estudante por segurança.
Leandro então abriu um chamado na plataforma da instituição financeira, explicando que o depósito havia sido feito por engano. A solicitação passou por análise e, quatro dias depois, a devolução foi autorizada.
A conta bloqueada era justamente a que ele utilizava para receber seu seguro-desemprego, o que gerou ainda mais preocupação por parte do estudante.
Temendo consequências jurídicas pela demora na devolução, Leandro procurou a Polícia Civil e tentou registrar um boletim de ocorrência. O objetivo era esclarecer que não havia má-fé em sua conduta.
A resposta da corporação, no entanto, tranquilizou o jovem:
O registro não era necessário, pois o crime só é configurado quando há intenção de se apropriar do valor indevidamente
Após a regularização da situação, o empresário demonstrou seu agradecimento pela atitude de Leandro.
Como forma de reconhecimento, realizou uma transferência de R$ 1 mil ao estudante.
“Dinheiro vem, dinheiro vai… Os valores e honestidade não têm preço que pague”, afirmou Leandro, em uma declaração que repercutiu nas redes sociais como exemplo de caráter e empatia.
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