Ao perceber que a letra narrava um acontecimento real sobre sua infância, o fazendeiro se derreteu em lágrimas.

Tenório (Murilo Benício) caiu no choro, nesta terça (19), após Trindade (Gabriel Sater) tocar uma moda que expôs um crime antigo dele em Pantanal. Ao perceber que a letra narrava um acontecimento real sobre sua infância, o fazendeiro se derreteu em lágrimas.
Na internet, e comovidos com a cena da novela das nove da Globo, espectadores deram até o perdão para o crápula. “Hoje é dia de ter pena”, escreveu um usuário do Twitter.
Durante uma roda de viola na fazenda de José Leôncio (Marcos Palmeira), o violeiro puxou uma canção que contava a história de um menino que assassinou um homem por vingança. Ninguém percebeu, mas Tenório sacou imediatamente a letra e viajou ao passado –emocionando-se e enchendo-se de remorso.
Nas redes sociais, internautas repercutiram a sequência e se mostraram surpresos ao descobrir que o marido de Maria Bruaca (Isabel Teixeira) não era um psicopata. “Às vezes acho que Tenório até tem sentimentos”, publicou uma usuária do Twitter.
Na mesma plataforma, outros perfis enalteceram o talento de Murilo Benício. “Ele novamente me convencendo a ter empatia pelo Tenório”, escreveu Luana. Houve também quem encarou o momento como uma reflexão. “A cena do Tenório foi muito forte, por trás de uma pessoa ruim ou com vários problemas sempre tem um trauma”, publicou Lua.
Confira as reações:

Direitos autorais: Reprodução/ Twitter

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Enquanto Tenório cantava durante a roda de viola, um vento soprou anunciando a chegada do cramulhão para tomar o corpo do violeiro. Já possuído pelo demônio, o violeiro disse que iria tocar uma música nova. “Vô tocá uma moda que nunca foi tocada aqui nessa fazenda. Mais que vai falá alto a uma pessoa. É a história d’um boinha e do filho d’um gato”, declarou.
José Leôncio, então, explicou que “boinha” é o filho de um boia-fria (trabalhador do campo), e Tibério disse que gato é uma pessoa que “agencia” os boias-frias e os transporta de caminhão para o trabalho nas lavouras, uma espécie de empreiteiro de mão de obra.
O personagem de Gabriel Sater, então, começou a cantar, e a letra da música revelou uma história do passado de Tenório, algo que ninguém sabe, mas que o cramulhão quis expor.
Mariana (Selma Egrei) e Irma (Camila Morgado) estranharam e ficaram em choque com a narrativa, e Alcides (Juliano Cazarré) entendeu que era uma revelação. O pai de Guta (Julia Dalavia) tentou disfarçar seus sentimentos na roda de viola, mas caiu no choro.
Sem dizer que se tratava de Tenório, a música de Trindade e do diabo contou a história de um pré-adolescente que, desolado com a morte dos pais após um acidente de caminhão, assassinou o motorista irresponsável.
Enquanto isso, a novela intercalou as cenas da roda de viola com sequências em que Roberto (Cauê Campos) investigava o caso. No computador, o rapaz revirou fotos, documentos e reportagens sobre a morte do tal gato. Ele não encontrou evidências conclusivas, mas teve quase certeza de que seu pai foi quem matou o homem.
Já de volta na fazenda, Trindade terminou sua apresentação, que não teve agradado a todos. “Vocês que me perdoem, mas dessa eu não gostei. É tragédia demais pro meu gosto. Com tanta inspiração, vocês podiam cantar alguma coisa mais alegrinha”, afirmou Mariana. “A vida também é feita de tragédia. Na verdade, ela é feita mais de tragédia que outra coisa”, disparou Tenório.
“Tudo bem que a vida não seja nenhum faz de contas. Mas daí a você acreditar que um molecote do quê? Dos seus dez, 12 anos, seja capaz de tirar a vida de um homem por vingança já é demais”, duvidou a avó de Jove (Jesuita Barbosa). Desolado, Tenório concluiu que era melhor ir embora dali.