Ágatha e Alan, crianças desaparecidas desde janeiro em Bacabal, Maranhão, permanecem sem pistas concretas
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Clarice Cardoso, mãe das crianças desaparecidas Ágatha e Alan em Bacabal, Maranhão, relatou sofrimento emocional e disse acreditar que seus filhos estão vivos, mencionando um homem desconhecido citado por uma terceira criança que os acompanhava no dia do desaparecimento.
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O que se sabe
FAQ editorial
Clarice Cardoso, mãe de Ágatha e Alan, crianças desaparecidas desde janeiro em Bacabal, no Maranhão, comoveu autoridades e moradores ao narrar o drama enfrentado pela família durante a visita técnica da Comissão Externa de Prevenção e Enfrentamento, da Câmara dos Deputados, ao município.
A reunião contou com representantes da segurança pública, políticos da cidade, integrantes da imprensa e moradores que seguem cobrando respostas para o caso.
Durante a sessão, Clarice afirmou que vive dias de dor desde o desaparecimento dos filhos e disse acreditar que as crianças foram levadas.
Ao começar o depoimento, Clarice relembrou o dia 4 de janeiro, data em que Ágatha e Alan desapareceram. Segundo ela, os filhos ficaram sob os cuidados da avó enquanto ela saía para um sítio.
“Deixei na responsabilidade da minha mãe, em quem eu mais confio. A rotina lá no interior é assim, as crianças brincam à vontade”, contou.
A mãe explicou que só foi informada do desaparecimento no fim da tarde, depois de receber uma ligação da sobrinha avisando que as crianças não tinham sido encontradas.
“Quando eu cheguei lá e vi toda a população procurando, eu só peguei meus documentos e vim para a delegacia”, disse.
Clarice também relatou que moradores da comunidade, policiais e bombeiros realizaram buscas pela mata durante toda a noite e ainda no dia seguinte, mas nenhum sinal das crianças foi localizado.
“Eu chamava pelos meus filhos e ninguém respondia. Eu falei: ‘Meus filhos não estão aqui’. Até hoje eu não sei o que aconteceu com eles. Eu só queria uma resposta”, afirmou emocionada.
Durante a audiência, Clarice contou que enfrenta problemas emocionais desde o desaparecimento dos filhos e afirmou viver em sofrimento constante.
“Estou com ansiedade, começo de depressão. Eu acordo de noite chorando, aperto no peito, dor na garganta”, relatou.
Mesmo sem respostas, ela afirmou acreditar que as crianças continuam vivas.
“Se eles estivessem naquela mata, eu já tinha encontrado. Não encontraram nenhuma sandália, nada. Meu coração de mãe fala que meus filhos estão vivos”, declarou.
A comissão também questionou Clarice sobre uma conversa com Anderson, menino que estava com as crianças no dia do desaparecimento e que foi encontrado dois dias depois. Segundo a mãe, o garoto demonstrava medo ao falar sobre o caso.
“Quando eu pergunto, ele abaixa a cabeça”, contou.
Clarice afirmou ainda que o menino teria mencionado a participação de um homem desconhecido.
“Ele disse que um homem tirou a roupa dele e levou a Belinha e o Michael”, relatou.
De acordo com ela, o garoto teria descrito o suspeito para a própria mãe como um homem baixo, barbudo e que andava em uma moto velha.
Outro ponto que chamou atenção durante o depoimento foi a declaração de Clarice sobre a ausência dos pais de Ágatha e Alan nas buscas e no acompanhamento do caso.
“Eles nunca me procuraram. Nem para perguntar nada”, afirmou.
Segundo ela, apenas ela e o companheiro seguem acompanhando diariamente o andamento das investigações.
Durante a audiência, parlamentares afirmaram que o objetivo da comissão é pressionar por respostas sobre o desaparecimento das crianças. O grupo acompanha o andamento das investigações e deve ouvir representantes da Polícia Civil, da Secretaria de Segurança Pública e autoridades locais nos próximos encontros.
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