Menino de 11 anos foi encontrado morto e acorrentado em casa; pai preso e madrasta e avó detidas por omissão em São Paulo
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A Polícia Civil de São Paulo pediu a prisão da madrasta e da avó paterna de Kratos Douglas, menino de 11 anos encontrado morto em condições degradantes dentro da própria casa, no bairro Itaim Paulista, na Zona Leste da capital paulista.
O caso, que provocou grande repercussão, ganhou novos desdobramentos com o avanço das investigações. De acordo com a polícia, as duas mulheres passaram a ser apuradas por possível omissão diante das agressões e do cenário de suposta tortura vivido pela criança.
Kratos foi localizado morto na noite de segunda-feira (11), dentro da residência onde vivia com a família. Segundo o depoimento do pai, Chris Douglas, o menino era mantido acorrentado à cama para impedir que saísse de casa. O homem acabou preso em flagrante.
Conforme informações levantadas pela investigação, a criança apresentava sinais de desnutrição e marcas de violência pelo corpo, incluindo hematomas nos braços, nas pernas e nas mãos. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e confirmou a morte no local.
Inicialmente, a madrasta, Camilla Barbosa Dantas Felix, e a avó paterna, Aparecida Gonçalves, chegaram a ser liberadas depois de prestarem depoimento. No entanto, segundo o repórter Nathan Goulart, a Polícia Civil reavaliou a situação após o surgimento de novos elementos durante a apuração.
As duas agora estão detidas no 63º Distrito Policial e aguardam a audiência de custódia. Segundo os investigadores, ambas admitiram que sabiam que o menino era acorrentado dentro da residência. Para a polícia, há indícios de omissão diante das condições em que a criança vivia.
Além de Kratos, outras duas crianças estavam na casa no momento da ocorrência. Os irmãos da vítima, de 2 e 12 anos, foram acolhidos pelo Conselho Tutelar. De acordo com a polícia, os dois possuem diagnóstico de autismo.
As investigações também indicaram que Kratos não estava matriculado na escola. A residência foi periciada, e o corpo do menino encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde exames devem esclarecer a causa da morte. O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil como suspeita de maus-tratos, tortura e omissão.
Se você presenciar um episódio de violência contra crianças ou adolescentes, denuncie o quanto antes através do número 100, que está disponível todos os dias, em qualquer horário, seja através de ligação ou dos aplicativos WhatsApp e Telegram.
O mesmo número também atende denúncias sobre pessoas idosas, mulheres, pessoas com deficiência, pessoas em restrição de liberdade, comunidade LGBT e população em situação de rua. Além de denúncias de discriminação étnica ou racial e violência contra ciganos, quilombolas, indígenas e outras comunidades tradicionais.
Também é possível denunciar casos de maus-tratos e negligência a crianças e adolescentes nos Conselhos Tutelares, Polícias Civil e Militar e ao Ministério Público, bem como através dos números Disque 181, estadual; e Disque 156, municipal.
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