Desembargador revela saldo de R$ 96 e defende salário em meio a críticas
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O desembargador Márcio Roberto Albuquerque publicou nas redes sociais que terminou o mês com saldo bancário de R$ 96,10, defendendo os salários da magistratura, embora tenha recebido mais de R$ 70 mil em agosto, acima do teto constitucional. Ele afirmou não receber 'penduricalhos' e não comentou a postagem após reperc...
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O que se sabe
FAQ editorial
O desembargador Márcio Roberto Albuquerque, do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), publicou em seu perfil no Instagram uma imagem do extrato de sua conta bancária para mostrar que havia chegado ao fim do mês com um saldo inferior a R$ 100.
“Aproveitando que finalmente consegui um momento de repouso, decidi acessar minha conta-salário no BRB —instituição financeira que administra nossas contas em Alagoas—, para conferir a situação. O resultado? Cheguei ao fim do mês “de boa”, ou seja, com um saldo positivo de R$ 96,10 (noventa e seis reais e dez centavos), com as graças de Deus.”
A publicação foi realizada no dia 19, justamente na véspera da data de pagamento dos salários dos desembargadores, e recebeu diversos elogios de amigos e advogados. Na mesma manifestação, Márcio aproveitou para defender os salários destinados à magistratura brasileira, que, segundo ele, seriam frequentemente alvo de críticas “maliciosas” por parte da imprensa.
“Amanhã, dia 20/08, como é público, notório e frequentemente divulgado com alarde pela mídia —quase sempre com aquele tom crítico, malicioso e inconsistente que busca generalizar e desmerecer a aguerrida Justiça brasileira e seus—, irei receber o meu merecido salário, pois sou desembargador do TJ-AL. Um ganho que é fruto de muito trabalho, suor e, acima de tudo, honra.”

Direitos autorais: Reprodução / Instagram – @marciorobertoalbuquerque
Procurado pelo portal UOL para comentar a repercussão da postagem, o gabinete de Márcio Roberto informou que o desembargador não se manifestaria sobre a publicação.
Em agosto, Márcio recebeu R$ 70.082,99 em vencimentos líquidos, conforme os dados disponíveis no portal de transparência de remuneração do TJ-AL.
O montante foi o maior recebido pelo desembargador no ano. Entretanto, em todos os outros meses, os valores pagos também ficaram acima do teto constitucional de R$ 46.366,19. Entre janeiro e julho, a média mensal dos vencimentos líquidos recebidos por Márcio foi de R$ 65.311,38.
“A propósito, sobre os chamados e decantados “penduricalhos”, sequer tenho conhecimento de onde estavam eles. Simplesmente não os recebi e, por isso mesmo, não tenho saudade do que nunca fez parte da minha realidade financeira”
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