Ipsos-Ipec: 41% consideram o governo Lula ruim ou péssimo, enquanto 27% o avaliam como ótimo ou bom
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Ipsos-Ipec: 41% consideram o governo Lula ruim ou péssimo, enquanto 27% o avaliam como ótimo ou bom

Pesquisa Ipsos-Ipec revela que 41% dos brasileiros classificam o governo Lula como ruim ou péssimo, enquanto 27% o consideram ótimo ou bom

Avatar De Beatriz CarvalhoBeatriz CarvalhoPolítica14/03/2025 às 13:01

Ipsos-Ipec: 41% Consideram O Governo Lula Ruim Ou Péssimo, Enquanto 27% O Avaliam Como Ótimo Ou Bom
Foto: Divulgação/ Agência Brasil - Fotógrafo: Marcelo Camargo

Uma pesquisa realizada pelo Ipsos-Ipec e divulgada nesta quinta-feira (13) revela que 41% dos brasileiros consideram o governo do presidente Lula (PT) como ruim ou péssimo, enquanto 27% o avaliam como ótimo ou bom. Esta é a primeira vez no terceiro mandato do petista que a avaliação negativa supera a positiva.

Além disso, 30% dos entrevistados consideram o governo Lula 3 como regular, e 1% não soube ou não respondeu.

Veja os números:

  • Ruim ou péssimo: 41% (anteriormente 34% em setembro);
  • Regular: 30% (mantém-se 30%);
  • Ótimo ou bom: 27% (caiu de 34%);
  • Não sabe/não respondeu: 1% (era 2%).

A pesquisa ouviu 2.000 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 7 e 11 de março, com margem de erro de 2 pontos para mais ou para menos.

Desde a última pesquisa, realizada em dezembro de 2024, houve um aumento de 7 pontos nos insatisfeitos, enquanto aqueles que avaliam positivamente a administração petista caiu na mesma proporção.

Perfil da avaliação

A insatisfação com Lula é mais evidente entre:

  • Quem possui renda mensal familiar acima de 5 salários mínimos (59%);
  • Pessoas mais instruídas (48%);
  • Evangélicos (48%);
  • Eleitores de Jair Bolsonaro na eleição de 2022 (72%).

Por outro lado, a avaliação positiva é predominante entre:

  • Moradores da região Nordeste (37%);
  • Menos escolarizados (36%);
  • Aqueles com renda familiar de até 1 salário mínimo (34%);
  • Católicos (34%);
  • Eleitores de Lula em 2022 (52%).

Aprovação ou desaprovação de como Lula administra

O Ipsos-Ipec também consultou os brasileiros sobre como avaliam a forma como o presidente Lula está governando: 55% desaprovam seu trabalho, enquanto 40% aprovam. Os que não sabem ou não responderam somam 4%.

Números da aprovação:

  • Aprova: 40% (eram 47% em setembro);
  • Desaprova: 55% (eram 46%);
  • Não sabe/não respondeu: 4% (eram 7%).

Desde a última pesquisa realizada em dezembro, houve um aumento de 9 pontos percentuais entre os que têm uma visão negativa da administração Lula, enquanto a avaliação positiva caiu 7 pontos no mesmo período.

A maior taxa de aprovação é encontrada entre os residentes da região Nordeste (53%), aqueles com ensino fundamental (51%), pessoas com renda familiar mensal de até um salário mínimo (50%), católicos (50%) e cidadãos com 60 anos ou mais (49%).

Por outro lado, a desaprovação em relação à forma como o presidente Lula está governando é mais significativa entre os que possuem uma renda mensal familiar superior a 5 salários mínimos (72%), evangélicos (66%), indivíduos mais escolarizados (64%), aqueles na faixa etária de 25 a 34 anos (63%) e pessoas que pertencem a outras religiões, além da católica ou evangélica, ou que não têm religião (63%).

Confiança no presidente

Uma pesquisa realizada pelo Ipsos-Ipec mediu a confiança dos eleitores em Lula: 58% afirmaram não confiar no presidente, enquanto 40% expressaram confiança.

Confira os dados:

Confia: 40% (anteriormente eram 45% em setembro);

Não confia: 58% (antes eram 52%);

Não sabe/não respondeu: 2% (eram 3%).

Houve um aumento de 6 pontos porcentuais entre os que não confiam no presidente, enquanto a confiança diminuiu em 5 pontos.

Os que não souberam ou preferiram não responder representam 2% dos participantes da pesquisa (eram 3% na pesquisa anterior).

Os que mais confiam no petista incluem: residentes da região Nordeste (55%), indivíduos com ensino fundamental (50%), católicos (50%), pessoas com 60 anos ou mais (50%) e aqueles com uma renda familiar mensal de até um salário mínimo (49%).

Por outro lado, os que não confiam são: evangélicos (70%), quem tem renda familiar mensal acima de 5 salários mínimos (73%), habitantes da região Norte/Centro-Oeste (66%), aqueles que pertencem a outras religiões além da católica ou evangélica, ou que não têm religião (66%) e pessoas com ensino superior (65%).

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