A sessão conturbada na Câmara Municipal de São Paulo iniciou-se com um bate-boca entre vereadores, mas avançou para a aprovação de uma nova CPI

A sessão da Câmara Municipal de São Paulo realizada nesta quarta-feira (29) começou em meio a um bate-boca entre vereadores devido à operação policial no Rio de Janeiro que deixou mais de cem mortos.
O clima tenso tomou conta do plenário após um pedido de homenagem às vítimas.
A confusão teve início quando a vereadora Luna Zarattini (PT) solicitou um minuto de silêncio em memória das vítimas da megaoperação.
A proposta, porém, foi imediatamente contestada pelos vereadores Lucas Pavanatto (PL) e Adrilles Jorge (União), que argumentaram que a homenagem deveria se restringir apenas aos policiais mortos durante a ação.
O impasse se transformou em uma discussão acalorada que durou aproximadamente 15 minutos.
Diante do impasse, o presidente da Câmara, Ricardo Teixeira (União Brasil), decidiu submeter o requerimento à votação. No entanto, não houve quórum suficiente para a deliberação, e o pedido acabou rejeitado.
Após a polêmica, os vereadores aprovaram a instalação da sexta CPI de 2025, que investigará supostas irregularidades no Jockey Club de São Paulo.
A nova comissão parlamentar será formalizada na próxima semana e deve ser presidida pelo vereador Gilberto Nascimento (PL).
A CPI do Jockey Club será composta por nove membros indicados pelos líderes partidários.
Após a escolha dos integrantes, o colegiado será oficialmente instalado e deverá definir o cronograma de trabalhos, além de estabelecer a relatoria e o plano de investigação.
O objetivo da comissão é apurar denúncias de que o Jockey Club de São Paulo teria feito uso indevido de recursos públicos que deveriam ser destinados à restauração de seu patrimônio histórico.
A criação da CPI foi impulsionada após o ex-presidente da Câmara, Milton Leite, registrar uma notícia-crime contra quatro advogados do Jockey Club, acusando-os de racismo.
A abertura da CPI só se tornou possível depois que os líderes partidários aprovaram, na semana anterior, uma mudança no regimento interno da Casa, permitindo a criação de mais uma comissão de inquérito para o ano legislativo.
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