A cidade de Itumbiara, em choque e luto, evita comentar o trágico incidente envolvendo o secretário de Governo, Thales Machado, que atirou nos filhos e em si mesmo

Um dia após a tragédia que abalou a família do secretário de Governo, Thales Machado, a população de Itumbiara mantém-se em silêncio sobre o crime e seu autor.
A equipe do site Mais Goiás constatou que tanto moradores quanto comerciantes evitam comentar o assunto neste momento de luto. Na quinta-feira (11/2), Thales, que era considerado o braço direito do sogro, o prefeito Dione Araújo, disparou contra seus filhos, de 8 e 11 anos, antes de tirar a própria vida. O filho mais velho, Miguel Machado, foi sepultado na mesma quinta-feira (11/2).
Em locais públicos, as pessoas se mostram reticentes ao falar sobre o secretário. Quando questionados, muitos afirmam não conhecer detalhes de sua vida pessoal. Este comportamento reflete o impacto do crime na rotina da cidade, onde escolas amanheceram fechadas nesta sexta-feira. A Câmara Municipal decretou luto oficial de dois dias devido aos acontecimentos. Os familiares das vítimas também optam pelo isolamento do restante da comunidade local.

Thales Machado atirou nos filhos antes de atentar contra a própria vida em Itumbiara (Foto: redes sociais)
O secretário de Governo de Itumbiara disparou contra os filhos e si mesmo na residência da família, localizada em um condomínio na cidade, entre a noite de quarta-feira (10/2) e a madrugada de quinta-feira (11/2). A investigação revelou que vizinhos foram os primeiros a acessar o local após ouvirem os tiros. Eles também notificaram o prefeito e levaram as crianças ao hospital.
Thales tentou incendiar a casa jogando gasolina em vários cômodos antes de atentar contra a própria vida, embora não tenha iniciado nenhum incêndio. A arma usada no crime pertencia ao secretário e foi encontrada ao lado de seu corpo pelas autoridades.
A mãe das crianças, filha do prefeito Dione, Sarah, estava em São Paulo quando recebeu a notícia e retornou imediatamente a Itumbiara para o velório de Miguel, realizado na tarde de quinta-feira.
O evento, restrito, contou com a presença de autoridades políticas, como o Governador Ronaldo Caiado, a primeira-dama Gracinha, e o vice-governador Daniel Viela. Após o velório, o corpo de Miguel foi sepultado no Cemitério Avenida da Saudade, onde recebeu homenagens de amigos e familiares. Sarah teria sido ameaçada, conforme testemunhas que pediram anonimato. Devido a riscos à sua segurança, ela teria deixado a cerimônia antes de seu término. As ameaças estariam relacionadas a uma suposta carta de despedida deixada por Thales, na qual ele acusava a esposa de traição.
A Polícia Civil está se preparando para ouvir os familiares das vítimas para prosseguir com as investigações. Até o momento, ninguém foi ouvido formalmente.
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