Vídeo mostra Maria Eduarda apreensiva antes de salto de rope jump que terminou em morte em Limeira
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A investigação do acidente de rope jump com Maria Eduarda em Limeira apura supressão de provas, com prisões de seis suspeitos ligados à organização do evento. As autoridades buscam esclarecer falhas na segurança e o desaparecimento da câmera da vítima.
Resumo do conteúdo
O que se sabe
FAQ editorial
Novos desdobramentos nas investigações sobre o salto de rope jump revelaram detalhes dos momentos que antecederam o acidente ocorrido na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo.
O início das atividades da equipe Entre Cordas teria sofrido atrasos, conforme relatou o advogado Lucas Furtado de Mello, uma das primeiras testemunhas a chegar ao local, em depoimento ao programa Domingo Espetacular, da Record TV.
Vídeos registraram o comportamento de Maria Eduarda enquanto ela aguardava na fila. A jovem estava programada para ser a décima sétima pessoa a saltar e demonstrava forte inquietação antes de chegar sua vez.
As imagens mostram que Maria Eduarda observava com atenção a movimentação e a dinâmica dos participantes que saltaram antes dela. Em determinado momento, ela foi filmada agachada perto da estrutura de proteção da ponte, olhando para baixo e avaliando a distância até o solo.

Direitos autorais: Reprodução / Record TV
O registro mostra a apreensão visível da jovem pouco antes do salto que terminou em tragédia.
No mesmo dia da divulgação da nota, a Polícia Civil cumpriu mandados de prisão temporária contra mais três pessoas ligadas à equipe responsável pelos saltos. Os novos alvos são uma mulher e dois homens apontados como integrantes da organização do evento. Com a nova operação, o número de presos no caso chegou a seis.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), também foram cumpridos mandados de busca e apreensão para recolher celulares, equipamentos eletrônicos e outros materiais considerados importantes para o avanço das investigações.
Uma das linhas de apuração envolve o desaparecimento da câmera usada por Maria Eduarda durante o salto. Com base nessa informação, a investigação aponta indícios de possível supressão de provas e de exclusão de conteúdos digitais que poderiam ajudar a esclarecer a dinâmica do acidente.
Além da suspeita de homicídio com dolo eventual, quando há assunção do risco de provocar a morte, a Polícia Civil também investiga a possível prática de fraude processual. Os três primeiros presos foram identificados como Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, Vitor de Freitas Gonçalves, de 27, e Maicon Fernandes Cintra, de 42. Em depoimento, eles afirmaram não saber explicar como a jovem foi lançada sem estar presa ao equipamento de segurança.
De acordo com as informações, Maria Eduarda participava de um evento de rope jump realizado na manhã de 13 de junho, na Ponte do Esqueleto. Vídeos gravados por participantes mostram o momento em que ela foi lançada da estrutura sem estar conectada à corda principal de segurança.
Nas imagens, uma pessoa tenta alertar sobre a ausência da corda poucos instantes após o lançamento, mas sem sucesso. A morte de Maria Eduarda provocou grande repercussão nacional e internacional e intensificou o debate sobre fiscalização e segurança em atividades radicais realizadas sem estrutura adequada.
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