Bem-Estar e Saúde

Novo medicamento contra câncer pulmonar grave pode aumentar a sobrevida de pacientes em 55%

1 capa site Novo medicamento para cancer pulmonar grave pode aumentar a sobrevida de pacientes em 55

A farmacêutica Janssen desenvolveu o medicamento e conseguiu autorização da Anvisa para que ele faça parte do tratamento contra o tumor em estágio avançado.



O câncer de pulmão está entre os mais letais do mundo, e no Brasil não é diferente.

Dados do Atlas da Mortalidade, do Instituto Nacional de Câncer (Inca), mostram que, de 2009 a 2019, aproximadamente 280 mil pessoas morreram em decorrência de câncer de pulmão e/ou brônquios.

A cada ano, de todos os novos casos de tumores no país, 13% são de pulmão, o segundo tipo da doença que mais atinge homens e mulheres brasileiros e o primeiro do mundo. O tabagismo representa o principal fator associado ao câncer em 85% dos casos, sendo que, na maioria, as mortes podem ser evitáveis.


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a inclusão de um novo medicamento, desenvolvido pela farmacêutica Janssen, nas fases de tratamento contra o câncer em estágio avançado ou metástase, quando a doença já tomou atingiu outros órgãos e regiões do corpo.

O remédio também já foi aprovado pela Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, e tem mostrado bons resultados. A farmacêutica Janssen, em comunicado publicado no site da Johnson & Johnson, informou que o remédio é capaz de bloquear a ação das células que causam o tumor, aumentando em até 55% a sobrevida de pacientes que estavam no estágio final da doença.

O medicamento é direcionado para pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas, com uma mutação específica no gene EGRF, receptor do fator de crescimento epidérmico.

No site da FDA, o órgão declarou que os avanços da oncologia de precisão facilitam o desenvolvimento de medicamentos, fazendo com que doenças como câncer de pulmão sejam subdivididas, direcionando os pacientes para terapias mais adequadas em cada caso.


Os efeitos colaterais mais comuns desse medicamento incluem erupção cutânea, reações relacionadas à infusão, infecções da pele ao redor das unhas, dor nos músculos e nas articulações, falta de ar, náuseas, fadiga, inchaço na parte inferior das pernas, nas mãos e no rosto, feridas na boca, tosse, prisão de ventre, vômitos e alterações em alguns exames de sangue.

A alta letalidade deste tipo de câncer está associada ao diagnóstico tardio, já que os sintomas só aparecem quando a doença já está em estágio avançado. Nesses casos, de acordo com o Inca, o paciente pode apresentar tosse acompanhada de sangue, dor no peito, sibilo, perda de peso, fadiga e cansaço.

Para que o paciente consiga identificar o tumor nos estágios iniciais, é preciso passar por baterias de exames com frequência, principalmente após os 50 anos. O raio X e a tomografia computadorizada do tórax são as maneiras mais eficazes de detectar algum corpo estranho, e a confirmação do diagnóstico é feita por meio de biópsia e exame molecular, que identificam o grau de desenvolvimento da doença.

Sendo o tabagismo a principal causa do câncer, os médicos e órgãos de saúde recomendam que a população não fume e mantenha distância de quem fuma. A letalidade é alta, mas se o tumor for identificado nos estágios iniciais, as chances de cura do paciente aumentam. Os fumantes e ex-fumantes devem se submeter a exames de rotina com frequência, assim também têm mais chances de tratamento, caso sejam acometidos pela doença.


Você tem 3 segundos para decifrar o teste. Onde está o animal fujão?

Artigo Anterior

Desafie-se encontrando os cogumelos diferentes em até 20 segundos!

Próximo artigo

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.