Comportamento

Nunca tivemos tanta obrigação de sermos felizes e nunca fomos tão infelizes

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Você vive buscando sua felicidade ou apenas a aprovação da sociedade?

A busca pela felicidade se tornou uma meta imposta a todos os jovens do século 21, a maioria sente a necessidade de demonstrar ser feliz o tempo todo. O motivo? A pressão da sociedade.

O tempo para sentir tristeza é curto, devendo ser quase inexistente, afinal você falar que não está se sentindo bem ou apenas não está em um dia bom demonstra que não é uma pessoa do bom, como se escolhesse não estar se sentindo ótimo com os acontecimentos ao seu redor.

No livro “Felicidade: modos de usar”, os autores Mario Sergio Cortella, Luiz Felipe Pondé e Leandro Karnal refletem sobre a experiência da felicidade, e concordam que só podemos sentir o prazer dela ao experimentar o sabor da tristeza, a sensação do perdão e da redenção, somente assim conseguimos identificar o significado pleno de estar feliz.

Podemos entender o significado de felicidade quando perdemos aquilo que amamos. Leandro Karnal aponta que precisamos perder algo para lhe dar o verdadeiro valor. Por exemplo, só conseguimos dar valor à saúde quando estamos doentes; percebemos a vitória somente na derrota.

Não adianta apenas passar por momentos tenebrosos e não aprender e tirar aprendizados da experiência, todos os momentos devem ser contados como aprendizados, para o bem ou para o mal, ou seja, devemos aprender para não errar novamente, a fim atingir nossas metas.

Vivendo em sociedade

Para viver em sociedade, você constantemente deve reprimir certos desejos em prol do próximo, o que nem sempre é possível, pois o ser humano é um ser desejante, que almeja e sente necessidades impulsivas. Karnal reflete sobre essa felicidade absoluta imposta pela sociedade: a necessidade de todos seguirem um modelo para serem aceitos sem julgamentos em rodas de conversas ou ambientes profissionais.

Reprimir sentimentos é capaz de tornar uma pessoa frustrada, pois você estará sempre tentando fazer o que é agradável para o próximo e não para si mesmo, evitando sentir a felicidade da autorrealização.

Um modelo de felicidade

Quando crianças, os pais costumam ensinar aos filhos como eles devem seguir religiões, viver dentro de normas reguladas por eles e seus costumes. Crescemos com alguns padrões de felicidade, seguindo caminhos religiosos, comendo alimentos saudáveis ou tratando bem o próximo.

Até conseguimos ter a sã consciência de aprender como alcançar a felicidade de forma independente, seguindo nossa intuição e realizando desejos subentendidos em nosso consciente.

Você está conquistando seus objetivos ou satisfazendo os outros?

Tentamos provar nosso valor, ser nossa melhor versão, mas você está tentando se satisfazer ou está buscando provar algum valor para as pessoas ao seu redor?

Essa indagação cerca as pessoas diariamente. A obrigação de ser feliz faz você infeliz, interpretar personagens para disfarçar seus verdadeiros sentimentos acaba sugando suas energias, desmotivando suas expectativas em relação à sua satisfação pessoal.

Para Karnal, a felicidade não deve ser baseada na opinião alheia, e sim no seu exame diário de consciência, deve ser uma atitude contínua, sendo assim, você é capaz de evitar suas frustrações e não faz da sua vida uma busca incessante para aparentar ser feliz, e não realmente se sentir feliz.

Não é você que deve mudar seus ideais de felicidade, e sim o mundo. Atualmente as aparências são mais importantes que o amor-próprio, precisamos mudar essa concepção e seguir os conselhos do filósofo Leandro Karnal. Comece a pensar livremente e não aceite nada menos que a sua libertação e redenção social.

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