Bem-Estar e Saúde

Nutricionistas rebatem Maíra Cardi e garantem que “pão não engorda”

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A coach de emagrecimento usou as redes sociais para repreender o comportamento do marido Arthur Aguiar que comeu pão no reality show.

Alguns alimentos acendem debates extensos na mídia e na comunidade científica sobre seus benefícios e malefícios, tudo por causa de controvérsias de especialistas de diferentes áreas. Quantas vezes, por exemplo, você já não se deparou com a notícia de que o café faz mal, para, logo em seguida, ler em outro lugar que, na realidade, ele faz muito bem?

Além da bebida, o ovo já foi protagonista de muitos embates, a ponto de alguns profissionais recomendarem comer apenas a clara; outros, apenas a gema. O “criminoso” da vez tem sido o glúten e, com ele, o famoso pãozinho de sal, ou pão francês, a depender da região do Brasil em que você mora.

Dietas radicais, que eliminam a ingestão de glúten, com base ou não em estudos científicos, tornaram-se populares nos últimos anos, principalmente depois que as redes sociais impulsionaram os influenciadores digitais. São muitos os perfis de pessoas sem formação acadêmica que mostram formas de se alimentar consideradas “terroristas” e nada saudáveis.

A coach de emagrecimento Maíra Cardi, de 38 anos, tem sido criticada publicamente porque usou as redes sociais para tecer críticas ao marido Arthur Aguiar, 32 anos, que está participando do “Big Brother Brasil 22”. No vídeo, a influenciadora afirma que ele não deveria ter comido pão e que seu comportamento “destruiria” o trabalho que ela teve antes de ele entrar para o reality show, citando seu emagrecimento de 9 kg.

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Direitos autorais: reprodução Instagram/ @arthuraguiar

Muitos nutricionistas criminalizam a ingestão do pão branco, já que ele é produzido a partir de um carboidrato simples e refinado, que contém altos índices de açúcares. Segundo reportagem do Metrópoles, o alimento possui sim valor nutricional, e pode ser inserido em uma dieta equilibrada e conjugada com exercícios físicos.

Um estudo conduzido por Sara Seidelmann e publicado em 2018 no “The Lancet” mostra que, se a ingestão da porcentagem de calorias provenientes de carboidratos for muito alta (acima de 70%) ou muito baixa (abaixo de 40%), é responsável por aumentar os índices de mortalidade de indivíduos. O grupo que apresentou menos riscos foi o que ingeriu de 50 a 55% de calorias.

A pesquisa foi conduzida com mais de 15 mil estadunidenses e outras 432 mil pessoas em mais de 20 países, e Sara constatou que a mortalidade é ainda mais elevada quando, em dietas pobres de carboidratos, a ingestão de calorias é compensada com proteínas e gorduras de origem animal. A cientista reforça que não existe necessidade de cortar de maneira abrupta o consumo do pão, principalmente porque ingerimos o alimento desde que começamos a explorar a agricultura.

Sara explica que basta apostar no produto caseiro ou produzido a partir de grãos integrais, capazes de fornecer quantidades preciosas de fibras ao organismo, além de baixo índice glicêmico. Caso a pessoa tenha intolerância ao glúten, é importante não substituir majoritariamente o pão por alimentos de origem animal, como carnes, ovos e leite de vaca, mas por aqueles de origem vegetal.

Críticas aos “excessos” dos profissionais

Depois do comentário de Maíra Cardi, profissionais da área da educação física e da nutrição resolveram dar seu parecer, criticando a maneira “radical” da coach de encarar a alimentação. Daniel Cady, nutricionista e marido de Ivete Sangalo, usou também as redes sociais para afirmar que sua atitude era “terrorismo nutricional”, inclusive ele aparece ingerindo um pão enquanto faz suas pontuações.

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Direitos autorais: reprodução Instagram/ @danielcady.

Para o nutricionista, as pessoas precisam buscar um estilo de vida saudável sem apelar para dietas radicais ou paranoias, inclusive sendo mais proveitoso comer aquilo de que se tem vontade, desde que de maneira equilibrada. O acompanhamento de um profissional não deve ser descartado, e é importante observar se a alimentação indicada se encaixa no seu estilo de vida e se o deixa feliz, animado e disposto. Caso contrário, as chances de desencadear formas de compulsão alimentar são altas, como alertam os nutricionistas.


*Nota: As informações e sugestões contidas neste artigo têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.

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