O amor de mãe para filho

De repente, um positivo no papel, dois tracinhos num exame e aí está: o maior amor do mundo acabou de nascer.

É curioso pensarmos que da noite para o dia somos capazes de amar alguém acima de nós mesmos, e quem ainda não viveu essa experiência acaba por achar que isso não é possível.

A natureza explica: o amor é uma construção, e nesse caso ele começa desde o ventre. Uma mãe ama seu filho a partir da descoberta de sua existência.

O amor inicia-se na surpresa: “Estou grávida” e vai se intensificando dia após dia.  A primeira ultra, primeira vez que de fato, é possível enxergar o bebê; o som do coração dele, que em quilômetros não se compara ao barulho da nossa emoção; os enjoos, que nos dão a certeza de alimentar e fazer crescer o ser ainda muito pequeno dentro de nós; os chutes, que têm uma sensação gostosa e louca ao mesmo tempo e cada instante dos longos nove meses.

A ansiedade da espera também já é amor. Esperamos por alguém que ainda não conhecemos, e conseguimos nutrir todos os afetos imagináveis a ele.

Pois bem, há quem diga que na sala de parto é onde tudo de fato vira realidade. Ouvir o primeiro choro, sentir o bebê – ao vivo e a cores – em nossos braços, saber que ali, naquele momento, nos tornamos mães, faz com que aquele amor paciente se multiplique. Mas aí chega aquilo que ninguém contou: o amor é uma constante.

Amamos o nosso bebê ainda mais quando chegamos da maternidade, sem enfermeiras ou médicos, somente no aconchego do nosso lar. Amamos mais ainda quando aprendemos a atender aos choros constantes da madrugada. Então, passamos a amá-lo ainda mais quando acompanhamos o progresso de cada consulta mensal ao pediatra.

Depois disso, criamos uma forma ainda mais intensa de amor, quando ele começa a engatinhar, e aí, quando dá o primeiro passo, esse amor duplica.

Suas primeiras palavras, suas gracinhas, a cada nova aprendizagem esse amor exacerba. E tudo é amor.

É amor nos dias em que tudo dá certo, mas também é amor quando não dá. É amor em uma boa noite de sono, e amor nas noites em claro. É amor na exaustão, no desânimo, no pensar na vida tranquila antes dos filhos. É amor nos sorrisos, nos brinquedos espalhados pela casa, no machucadinho que depois de um beijo sarou. É amor nas coisas mais simples. É amor na grandiosidade do momento.

É clichê dizer que amamos o nosso filho muito mais que ontem e menos que amanhã, mas é assim que se mensura o amor de uma mãe.

O amor de uma mãe começa num pedaço de papel e perdura por toda a eternidade. E ele é capaz de ser a cada dia maior, e quando notamos, não existem mais palavras que possam descrever a intensidade de tal sentimento.


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