4min. de leitura

O AMOR DELES NÃO ESTAVA ESTAMPADO NAS VITRINES, MAS GUARDADO DENTRO DE SEUS CORAÇÕES

Ninguém sabia o quanto eles eram cúmplices, parceiros, o quanto haviam batalhado um pelo outro, o quanto lutavam para se entenderem, o medo que tinham de se perderem um do outro, porque, na verdade, não se preocupavam com o que os outros achavam. Ninguém imaginaria, mas nem precisava, pois eles tinham certeza.


***

Ninguém sabia o quanto eles eram cúmplices, parceiros, fiéis um ao outro, respeitando-se com afeição mútua e sincera. Conheciam-se como ninguém e sabiam exatamente do que o outro precisava, pois se doavam com inteireza, enxergando-se com os olhos do parceiro. Ninguém podia imaginar, mas eles tinham certeza.

O AMOR DELES FOTO 01


Ninguém sabia o quanto haviam batalhado um pelo outro, na esperança de que ficassem juntos, apesar de tudo, a despeito de todos. Desde o início, dispuseram-se a se despir de quaisquer amarras, tornando-se livres e libertos de entraves carregados de orgulho e de incompreensão. Despiam-se, além das roupas, fundo na alma. Ninguém podia imaginar, mas eles tinham certeza.

Ninguém sabia da capacidade de entrega a que se dispunham, o quanto lutavam para entender, compreender e aceitar o outro, naquilo que ele tinha de bom e de ruim, pois visavam ao encontro do fim de noite, em que a escuridão abafa as falhas e eleva o contato, a aproximação, a fusão mágica das almas em comunhão. Ninguém podia imaginar, mas eles tinham certeza.


Ninguém sabia que choravam, decepcionavam-se, amargavam a dor da quebra de expectativas, do afogamento das promessas, do silêncio que dilacera. Desciam juntos ao fundo do poço, para então recobrar os sentidos e reforçarem a intensidade da imensidão a que se alargava sua paixão, como que se necessário sorverem as delícias da bonança que ressuscitava o amor em meio à tempestade que se ia. Ninguém podia imaginar, mas eles tinham certeza.

O AMOR DELES FOTO 02

Ninguém sabia que eles também tinham medo de se perderem um do outro, de que a dureza fria da rotina diária imprimisse o afastamento entre suas vidas. Mas lutavam, eram verdadeiros guerreiros, quando se tratava de resguardar a pureza do amor transbordante de que se alimentavam. Sempre voltavam um para o outro. Viciaram-se um no outro, da pior e da melhor forma possível. Ninguém podia imaginar, mas eles tinham certeza.

Ninguém podia imaginar, porque eles não se preocupavam com o que os outros pensavam, tampouco inundavam as redes sociais com fotos ou declarações, preocupados que estavam um com o outro, ocupados que estavam em serem par, serem seus, serem o que vinha de dentro de si mesmos, serem um do outro. Ninguém imaginaria, mas nem precisava, pois eles tinham certeza.





Deixe seu comentário

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.