O amor era tudo que eu não sabia, até conhecer você

Amor é tudo que eu ficaria horas descrevendo desde o dia em que você me deu a mão. O amor é você.

O amor não bate à porta para avisar que está chegando, ele entra de mansinho e pega a gente no colo para colocar para dormir. Ele te deixa segura e amedrontada ao mesmo tempo por não acreditar que seja possível estar tão segura assim nos braços de alguém.

O amor não espera o sensato, ele segue o desenfreio do que o coração manda a gente fazer. Ele não solta sua mão quando o tranco é grande, porque, afinal, não é coisa que a gente encontra em cada esquina dando bobeira por aí.

Quando a gente encontra, a gente sabe que é e luta para permanecer ali, bem naquele cantinho com cheiro que só você tem.

O amor pode chegar de mansinho, mas ele faz morada consistente, que aos pouquinhos constrói uns galhos fortes para permanecer e se aninhar no peito de quem quer compartilhar o dia a dia com a gente.

O amor não foge dos dias difíceis, de estresse no trabalho, pressão na faculdade e problemas na família. Ele divide o peso que o mundo coloca nos seus ombros sem você pedir e multiplica uma pequena felicidade do dia, fazendo planos que você vai gostar ou colocando um sorriso ainda maior no seu rosto, quando fala de coisas que só vocês entendem, que só vocês planejam, que só vocês sentem, assim como as piadas ruins que inacreditavelmente tiram risadas sinceras e gostosas dos lábios bem feitinhos que a gente quer beijar.

O amor não tem ego, ele cuida, ele se preocupa e se coloca na frente do outro, porque amor é entrega. É contar dos seus filmes e músicas preferidas ou procurar uma música ou um filme preferido, só para poder dizer para o outro.

É querer aprender o que o outro tem para lhe ensinar e crescer com isso. É ser apoio e procurar motivos para colocar um sorriso no rosto daquele alguém, mesmo com o gesto mais simples.

É ter medo de contar seus segredos mais íntimos e contar mesmo com medo. É usar a porta do banheiro aberta, esquecer as coisas na casa do outro, até que a intimidade faz “você” virar “nós” e “meu” virar “seu também”.

É brigar por coisas pequenas, porque coisas pequenas também importam. É saber que errar é humano e a gente sempre tem uma escolha. É não acordar o outro, mesmo quando ele pede, porque ficou com dó. O amor não é ter gostos iguais, é acrescentar o que tem de sobra em você.

É querer levar aquele alguém para o lugar que você tanto gosta e contar todas as coisas que você sempre adorou fazer, para sentir que tem alguém que conhece você por inteiro e o acha maravilhoso assim.

É quando eu quero que minha família seja sua também e que a sua me veja a altura de estar com alguém como você. É quando parece que o conheço a vida toda e que não o incomoda o fato dos meus carinhos constantes.

O amor é quando eu percebo suas pintinhas escondidas e você nota minhas manias de morder o dedo quando fico nervosa.

Amor é me satisfazer com sua cabeça recostada no meu peito e ficar sem graça quando você me elogia.

Amor é tudo que eu ficaria horas descrevendo desde o dia em que me deu a mão.

Amor pode não arder de paixão à primeira vista, pode ser dúvida aos primeiros passos, mas quando a gente sente que não sabe mais como é o jeito certo do coração bater sem a pessoa do lado, a gente sabe que é amor.

Amor não é algo que uma pessoa esperta deixaria escapar, a não ser que queira condenar dois corações a baterem no ritmo errado.

Amor não é tudo aquilo que a gente idealiza, é tudo aquilo que a gente não quer mais viver sem.

Amor é tudo que eu posso lhe dar; tudo que quero lhe entregar. Afinal, amor era tudo que eu não sabia, até conhecer você.


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: 123rf / javiindy



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