O amor ideal é perfeito, mas os amores reais não são só flores…



Não é o amor que é torto. São as pessoas que não sabem amar.

Compreender que somos amadores no amor não significa aceitar uma relação que dói, porque merecemos, sim, amores saudáveis.

O amor ideal é perfeito, mas os amores reais não são só flores…

Sonhamos com um amor bom, que nos faça bem, que nos proteja e apenas acrescente coisas maravilhosas à nossa vida. Mas, infelizmente, a realidade é outra. O amor real vem, sim, com afeto e até paixão, mas também traz consigo toda a rede emocional de um adulto, cujas experiências anteriores, principalmente na infância, definem como ele irá se portar diante do sentimento que deveria ser lindo.

É difícil entender como alguém que nos ama pode ser capaz de nos fazer mal.  Mas a realidade é que muitas pessoas vivem relações de amor doentias e que estão muito longe daquilo que enxergamos como o amor ideal. E, por isso, também, as relações estão mais banalizadas e terminam por qualquer coisa. Se todos amassem da forma ideal, o “até que a morte nos separe” não seria mera formalidade de um discurso de casamento.

Algumas pessoas cresceram em um ambiente frio e nunca receberam afeto. Isso faz com que elas sejam incapazes de demonstrar o amor que sentem.

Não porque não querem, ou porque são más, mas sim, porque são ignorantes no amor. Outras sofreram tanto com o desafeto que têm enormes dificuldades em demonstrar seu sentimento, também porque morrem de medo da rejeição.

Existem aqueles que, por um problema de ego ou uma vaidade exagerada, acabam por competir com as pessoas que amam. Seja na atenção de filhos, seja em parecer ser melhor e até mesmo ter cargos profissionais mais elevados ou ter um salário mais alto.  Isso pode ocorrer até dentro da família. Entre irmãos, entre pais e filhos. Parentes que agem como nossos inimigos ou sentem aquela necessidade de nos ver na pior para se sentirem melhor.

É triste, mas real. São pessoas que certamente precisam de um tratamento e, às vezes, nem se dão conta de sua pobreza de espírito ao amar, mas que, apesar de toda a inveja e competição, de toda mesquinharia e até maldade, podem, sim, ainda nos amar, por mais incrível que pareça e apesar de todas as dúvidas que temos sobre esse amor.



A gente para e pensa, mas como? Infelizmente ainda temos muito o que evoluir no quesito amar. Somos amantes amadores e precisamos curar nossas feridas antes de alcançar a plenitude desse sentimento tão nobre.

A humanidade que habita esse planeta tem a autoestima machucada. E, muitas vezes, usamos uma relação de amor para compensar nossas carências, tentar fechar as lacunas que a vida abriu em nosso peito ou compensar um valor que achamos que não temos. E lá, depois de todas essas feridas e do jeito torto de ser, ainda assim, existe um coração capaz de amar.

Respeitar os problemas de afetividade das pessoas, perdoar e entender sua forma de amar, não significa que devemos aceitar um amor torto. Não!

O amor deve ser bom, não sentir inveja, nem ter vaidade. O amor não deveria querer o mal. E se nos deparamos com uma situação dessas, devemos fazer valer nosso amor-próprio e nos afastarmos ou lutar por uma relação sadia.

Mesmo que seja um amor imperfeito. Afinal, Deus escreve certo por nossas linhas, que se não fossem tortas, jamais se cruzariam.






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