Comportamento

“O amor não tem cor em minha casa!”: mulher é confundida com babá dos filhos adotivos por ser negra

Treka Engleman se inscreveu no processo de adoção, já que sempre quis ser mãe. Para ela, a cor de seus filhos não fazia a menor diferença, mas muitas pessoas fizeram comentários preconceituosos.



Crescer sem uma figura materna é um peso que uma pessoa carrega por toda a vida, impactando de forma negativa seus relacionamentos e sentimentos. Mas Treka Engleman resolveu ressignificar essa falta de referência materna, e descobriu que era no amor pelas crianças que isso poderia ser diferente.

A caçula de 11 irmãos perdeu a mãe quando tinha apenas 6 anos mas, como faz parte de uma família numerosa, ela teve a possibilidade de interagir e ajudar a criar 20 sobrinhos, três sobrinhas-netas e vários primos. Treka trabalhou em creches desde que concluiu o Ensino Médio, ajudava outras famílias e sempre imaginou que tratar de crianças era algo natural em sua personalidade.

Depois de anos empenhados no cuidado infantil, ela percebeu que queria constituir a própria família, e que o processo adotivo era o melhor caminho. Em agosto de 2016, Treka precisou passar por aulas para compreender um pouco da realidade das crianças aptas para adoção.


Mesmo tendo perdido a mãe muito cedo, ela sempre teve família, por isso, ouvir aquelas tristes histórias fazia com que ficasse extremamente triste, querendo adotar todas as crianças que pudesse.

Quando uma pessoa e/ou família decide adotar uma criança, é questionada sobre suas preferências, qual faixa etária deve ter, de qual raça e sexo. Para Treka, essas eram informações irrelevantes, nunca existiu dúvida sobre isso; a cor simplesmente não importava. Amor era amor, independentemente da cor, por isso marcou imediatamente as opções “caucasiano” e “afro-americano”.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Treka Engleman.

Ao concluir os estudos obrigatórios, Treka descobriu que era qualificada para ter até quatro filhos adotivos. Ela se surpreendeu com tantas informações, mas quando refletiu, percebeu que estava realmente pronta para tudo que viria.


Ela sabia que poderia receber uma ligação a qualquer momento, foi quando seu telefone tocou. Do outro lado da linha, uma mulher informava que um bebê de cinco dias precisava de um lar.

No dia 8 de dezembro de 2016, Treka se tornou mãe de Elijah Lee Hill, quando o recebeu em sua casa. Mas aquele não seria o único filho que ela teria. Em maio de 2017, ela recebeu outro telefonema, dessa vez duas irmãs precisavam encarecidamente de uma família, e a resposta foi “sim”.

Mas, naquele dia, apenas uma das irmãs foi, a pequena Alexis Bowman. Quando perguntou onde a outra estava, descobriu que ela havia se metido em problemas e sido encaminhada para um lar de grupos.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Treka Engleman.


Treka se esforçou muito para que as irmãs Alexis e Mercedes Bowman tivessem o máximo de contato possível nesse período, era importante que sentissem que elas ainda estavam unidas, apesar da distância temporária. A mãe procurou uma casa maior para abrigar todos os filhos, e imediatamente entrou em contato com a assistência social, demonstrando muito interesse em adotar Mercedes.

Em março de 2018, após um longo período de visitas esporádicas, Treka conseguiu unir as irmãs finalmente. Ela tinha 30 anos e era mãe solo de três filhos, com idades entre um e 15 anos. Aquilo tudo parecia loucura demais.

Mas a única coisa em que pensava era no amor que sentia pelos três. Ela nunca tomaria uma decisão diferente, porque o que mais importava era que eles tivessem um lar e uma família.

Em entrevista ao Love What Matters, Treka revelou que enfrentou duras críticas e racismo de terceiros sobre suas adoções. Já perguntaram a ela se era a babá das crianças, já que é negra e os filhos são brancos.


Ela reforça que também não se intitula “mãe adotiva”, apenas “mãe”, já que é assim que se sente. Sempre que pode, ela se posiciona e explica que não é nenhuma babá ou cuidadora, aqueles são seus filhos.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Treka Engleman.

Todo o processo burocrático e cansativo, além do descrédito de outras pessoas, fizeram com que ela questionasse se realmente era suficiente para as três crianças, se poderia dar tudo o que elas precisam. Treka descobriu que pode tudo isso e muito mais! Ela teve muito apoio de sua grande e amorosa família, em todas as suas decisões, a única coisa que importava era sua felicidade.

Treka afirma que o amor não possui cor em sua casa e que seus filhos são amados incondicionalmente, mesmo sendo vítima de racismo. Ela tem um propósito e pretende cumpri-lo: criar aquelas crianças da forma mais amorosa que conseguir.


A mãe ainda faz um apelo e diz que todos podem adotar, se assim desejarem, não importa se são solteiros, divorciados, casados, negros ou brancos. Isso pode mudar a vida de alguém.

A história dessa mãe é pura força e determinação!

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Mãe trabalhava 12h por dia em mercado de peixe para garantir estudos de filho. Hoje ele é médico!

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