Amor

O amor verdadeiro te faz sentir confortável e seguro. Quem te ama não te faz sofrer!

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Temos a falsa ilusão de que devemos permanecer em relacionamentos falidos, tudo porque nos ensinaram que precisamos “salvar” as pessoas.

Quando entramos em um relacionamento, mergulhamos de cabeça naquela paixão, queremos fazer parte da vida daquela pessoa, entender o que ela pensa e até dividir o mesmo ar que ela o máximo de tempo possível. Aquele frio na barriga, a leve ansiedade que a ausência causa, aquele início tão mágico que prende os casais.

Com o passar dos meses ou dos anos, aquela paixão tão intensa vai abrindo espaço para um novo tipo de sentimento, mas nem sempre ele evolui para o amor que tanto desejamos. Se idealiza uma companhia que possa suprir todas as suas necessidades afetivas, que realmente enxergue você da maneira que é, sem que cobre excessivamente comportamentos inatingíveis.

Infelizmente, nem sempre é assim que as coisas se desenrolam. Em busca de um amor responsável e honesto, pode-se muito bem encontrar o oposto disso. Não são poucas as pessoas com problemas com a afetividade, carregando traumas por anos, que acabam descontando naquelas que deveriam amar.

A insegurança e a ausência de responsabilidade emocional podem fazer com que aquele amor se transforme numa profusão de medos, ficando cada dia pior, se o outro fizer questão de criar essa dependência emocional. Amor é um sentimento que provoca bons momentos, atitudes gentis e que tem o afeto como ponto de partida.

Muitas vezes, dentro do constructo social, a ideia de que é preciso salvar o outro da vida “promíscua” é reforçada como regra, mas essa não deve ser a realidade. Como tecer uma vida ao redor de alguém que só faz mal? Como se apegar à ideia de que é preciso alguém que salve aquele indivíduo? Ninguém é salvo de algo que não deseja.

Outra questão muito disseminada socialmente é a de que os opostos se atraem e que a agressividade deve ser encarada como amor. Essas são máximas antigas, de gerações que confundiam afeto com violência, e é preciso ultrapassar a barreira de que o amor precisa ser algo doloroso, que traz sofrimento e nos aprisiona.

São muitas as concepções retrógradas que todos reproduzem, mas o mais importante é sempre buscar se sentir bem, independentemente da relação. Não force sua entrada em espaços onde sua não pode exercer sua forma de ser e agir plenamente, onde é preciso abandonar sua essência para atingir os ideais do outro.

Respeite seu tempo, sua narrativa e, mesmo que enfrente relações abusivas, lembre-se que sempre existe uma alternativa melhor. Cerque-se de pessoas que querem o seu bem, que incentivam você a ser cada dia melhor, e não de quem mascara a maldade como “crítica construtiva”. Se você se sentir sufocada ou sufocado, dê um passo para atrás, não se permita ficar nesse espaço de “não lugar”.

Um amor sincero, mesmo que mostre falhas e erros, busca sempre melhorar. Outra coisa importante a destacar é que nem todos os casais vivem da mesma maneira, cada um possui uma forma diferente de interação e aceitação. Por isso, comparar-se a outros casais nem sempre é a melhor saída. Alguns ficam grudados o tempo inteiro, outros querem mais espaço, existem os que moram juntos e os que vivem em cidades diferentes, e está tudo bem.

Lembre-se: amor e ódio não devem caminhar juntos. Queira sempre o melhor para si mesmo e busque diariamente oferecer o seu melhor. O sofrimento infligido pelo outro não é romântico nem deve ser encarado como natural; devemos ir atrás daquilo que nos faz bem, nos torna melhores e mais afetivos.

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