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O antídoto contra o egoísmo é a solidariedade, um gesto de nobreza de quem é inteligente

O egoísmo não pode vencer a solidariedade. Quem ajuda o seu semelhante, acaba ajudando a si mesmo. “Ninguém é tão pobre que nada possa oferecer nem tão rico que não precise de nada.”


O homem contemporâneo vem passando por profundas transformações em seu ser. Muitos não sabem distinguir conhecimento e sabedoria, fé e religião. De forma geral, muitos confundem riqueza material com felicidade. No entanto, o que mais tem chamado a nossa atenção é o fato de que o homem contemporâneo vem pensando mais em si mesmo do que na coletividade.

O egoísmo é um sentimento humano que leva a pessoa a olhar somente para si e a desprezar o outro. Geralmente, a pessoa egoísta pensa apenas nos próprios interesses, considera-se autossuficiente e não tem consideração pela opinião alheia. Em nossa opinião, esse é um dos grandes erros da sociedade contemporânea. O antídoto contra o egoísmo é a solidariedade, um gesto de nobreza de quem é inteligente.

Ninguém nasce solidário, aprende-se a ser solidário no convívio com os outros.


Em primeiro lugar, aprende-se a ser solidário na família, depois, na escola, na igreja, etc., num processo contínuo de crescimento humano. As instituições sociais precisam ensinar às crianças, aos jovens a serem solidários.

Num mundo onde as pessoas lutam para sobreviver, onde falta quase tudo: remédio, comida, trabalho, etc., ser solidário constitui-se num dos grandes problemas da sociedade atual. Por outro lado, é impressionante observar que é justamente nesses momentos de crise que o ser humano, principalmente o povo brasileiro, mostra o seu lado solidário.

A solidariedade não pode ser um ato pontual, mas sim, um estilo de vida de toda pessoa temente a Deus.


Essa atitude moral do homem religioso passa inevitavelmente pelas palavras de Jesus Cristo, quando diz: “Por essa razão, quando deres um donativo, não toques trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens.” Mateus 6:2

Independentemente de sua religião, precisamos nos fazer presentes na vida dos mais necessitados: os pobres, os migrantes, as crianças, os adolescentes… É importante observar também que, às vezes, os necessitados estão bem perto de nós, ao nosso lado, na nossa rua ou na nossa casa. Dessa forma, para ser solidário, não é preciso ir à África ou à Venezuela, é preciso apenas ficar atento às necessidades humanas do próximo.

Em suma, quem ajuda o seu semelhante, o pobre, o necessitado, acaba ajudando a si mesmo. Por isso, conforme o ditado popular, “ninguém é tão pobre que nada possa oferecer, nem tão rico que não precise de nada”.

A solidariedade é a forma mais prática de dizer que somos humanos, que pertencemos à mesma espécie e que ninguém é melhor do que ninguém, enfim, que somos iguais e merecemos as mesmas coisas.

 

Direitos autorais da imagem de capa: Pixabay.





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