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O aparente paradoxo que faz da desilusão o princípio da felicidade…

Por um minuto, pense. Não precisa responder. Apenas sentir. Já sofreu alguma grande desilusão na vida? Atire a primeira pedra quem nunca, não é mesmo?

Pode ser amorosa, financeira, familiar, profissional, etc. As formas beiram o infinito. Principalmente neste mundo onde predominam o dinheiro, poder, a corrupção e a violência. Não só física, mas, principalmente, moral.



A imoralidade e a amoralidade grassam neste planeta. Muitas vezes não conseguimos distinguir se o sorriso que nos chega é de amor ou falsidade. Se o abraço que nos afaga é de conforto ou de urso. Se as palavras que nos consolam são sinceras ou interesseiras.

De todas as desilusões, a que mais dói é oriunda da crença. Quando depositamos confiança irrestrita em alguém, por exemplo, acreditando no “eu te amo” dito por ele ou ela, e consignamos nosso amor, bem como nossa vida a esta pessoa.

É como viver é arriscado, podemos cair nas traiçoeiras malhas da ilusão. No início tudo é azul. Nosso céu sem nuvens e apinhado de estrelas brilhantes iluminam unicórnios cor-de-rosa que voam cantando em harmonia. Lindo.

Chega um dia, contudo, que o “eu te amo” some. Ou por traição, ou simplesmente passou a ignorar sua existência. Nada pior para o amor do que a indiferença. Até quem sente raiva, possui um amor mal direcionado, sugado pelo egoísmo e o ciúme. Quem vive neste estado, inverteu o processo de amar, transformando-o em desconfiança e retaliação.


A indiferença não. Ela é a total ausência do amor. Aquela pessoa que lhe cobria de mimos e venturas, de repente age com uma frieza glacial. A maior e mais dolorosa característica do indiferente, é o desprezo. Ele (a) ignora sua existência. Daquele início “Cazuza” amor da minha vida, até você se tornar um ser invisível, é um pulo. No abismo. Olha Einstein e sua relatividade do tempo! Poucas dores são tão intensas.

Neste ponto, senhoras e senhores, entra o princípio da felicidade. Explico. O que é ilusão? Dicionário: substantivo feminino – erro de percepção ou de entendimento; engano dos sentidos ou da mente; interpretação errônea.

De acordo com a definição acima, podemos deduzir que, se navegávamos no engano dos sentidos e, por conta disso, interpretávamos equivocadamente o “eu te amo” alheio, vivíamos no mundo da ilusão. Assim sendo, por mais que doa – e dói muito – a desilusão é necessária. Põe fim a este estado ilusório, enganador, devolvendo-nos ao que é verdadeiro. Como se diz popularmente: caímos na real.

Imagine uma existência inteira mergulhados na ilusão? Quem nunca teve uma, que Deus abençoe, conhece pouco a vida. Desiludir-se é essencial. Mostra-nos que viver não é brinquedo não. Precisamos ficar atentos para distinguir o que é real do que não é. E a desilusão é uma boa ferramenta para tal intento.


Talvez, na próxima artimanha que algum incauto, ou incauta, tente nos enredar, estaremos mais bem preparados. E, quem sabe, não cairemos no encantador ardil da ilusão. Evidentemente existem pessoas que não aprendem com os enganos.

Quem repete um engano incorre em erro. Quem insiste no erro, ou é cabeça dura, ou possui baixa autoestima. Prefere ser vítima, para, em sua carência, atrair a piedade alheia. Fuja disso. Não precisamos que sintam pena de nós. Precisamos ser amados. Em primeiro lugar, por nós mesmos. Em seguida, estaremos prontos para dar e receber amor do próximo.

Eis o princípio da felicidade. Ame-se. E como disse Dalai Lama: confie em Deus, mas tranque a porta do seu carro. Ou seja, não viva de ilusão.

Não acredite em tudo que lhe digam. Pondere, analise, raciocine. A paciência, o bom senso e o discernimento são nossos melhores amigos.

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Direitos autorais da imagem de capa: tuelekza / 123RF Imagens

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