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O arrependimento nosso de cada dia…

Arrependimento1

“Eu não me arrependo de nada e se voltasse no tempo faria tudo de novo”. Não, não faria! Se realmente você pensa como muitas pessoas cheias de si que dizem isto, você não compreende uma desculpa.



O arrependimento pode chegar com o tempo, vir em avalanches provocando culpas, pode aparecer com os devaneios diários ou mesmo quando estamos centrados em nós mesmos.

Um “não” do pai e da mãe que transformei em sim, uma desobediência insistente já me custaram uma bela lição de moral mais tarde.

Aquela ligação que não retornei com uma oportunidade única naquele momento me fez perceber que eu podia sim e era capaz de levar um projeto adiante.


A teimosia em acreditar que ia dar certo com alguém e reconhecer mais tarde que o fora custou muita vergonha e raiva de mim mesma ainda ressoa mesmo que de leve em minha mente.

Aquelas palavras insensatas ditas sem pensar, em um momento inoportuno e que machucaram profundamente um amigo me pegam de surpresa de vez em quando.

Uma fofoca supostamente inocente contada por diversão já me tirou o sono por dias.

Um outro “não” cheio de orgulho, com vontade de dizer sim sem nenhuma contestação me privou de sorrisos, outros encontros, outros sim.


Um basta adiado e que me corroeu o peito por me culpar pelo sofrimento do outro, me privou de ser livre de um amor que não existia e encheu de esperança alguém que não merecia podia virar tema de um filme.

A balada que não fui, o beijo que não roubei, o presente que não dei, a indiferença que provoquei, o tempo que neguei, o dia de praia que perdi, a compreensão que não alcancei, o dinheiro que não poupei, os livros que não li, o abraço que não aqueci, o “Te amo” que eu segurei, ficaram no passado e permanecem amontoados na lembrança.

A gente se arrepende sim. De coisas bobas, tolas, loucas. De coisas sérias, levianas, inconfessáveis. Ou talvez a gente conte mesmo. E ri, e chore e não se perdoa, e volte atrás, pede perdão e quem sabe mude uma história.


Decidir de novo? ah não!

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