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O bem que nos move

o bem que nos move

Resiliência. Adquirir tal dádiva é privilégio de poucos. Um seleto grupo de pessoas em que apesar dos tombos e rasteiras da vida conseguiram preservar o mais valioso de todos os tesouros: a essência. E nessa essência é possível compilar tantos outros valores: empatia, irmandade, solidariedade, aquele brilho único e genuíno no olhar e o mais belo de todos os dons: perdoar. Já me deparei diversas vezes com perguntas de como conseguir perdoar e amar quem tanto nos fere ou nos persegue. Não consegui sequer uma vez responder a tal pergunta. Creio que pelo simples fato de não conseguir agir de modo diferente. Chega a ser angustiante para as pessoas essa incapacidade de defesa, essa aversão a vingança e o lema já tão surrado que usamos em nossa vida: pagar o mal com o bem. Somos rotulados como “trouxas”, quem sabe esse adjetivo nos caiba perfeitamente, mas existem visões e sensações que apenas essa fatia “trouxa” da população consegue captar. Quem sabe seja a altíssima dose de sensibilidade que corre em nossas veias, ou nossa característica extrema de ser sonhador, otimista e acreditar em todas as pessoas que nos cercam.



As pessoas nos magoam, esmagam nossos sonhos, a vida lança furiosas tempestades e furacões nos tirando o chão, e mesmo assim, em meio aos destroços, é possível encontrar um sorriso pronto a ajudar e perdoar a quem quer que seja. Chega a ser contraditório, mesmo quando a vida nos tira o que mais amamos, ainda assim permanecemos de prontidão, à espera de qualquer pedido de socorro! Com nossa bagagem imensa de lenços, conselhos e injeções de ânimo. Como se pode sorrir quando a alma sangra? De onde vem tanta paciência e esperança com as pessoas que mais nos massacraram? Por que acreditamos tanto em pessoas vazias, frias, agressivas e mesquinhas? Acontece que não sabemos “lidar” com a vida de outra maneira, mesmo quando tentamos ser como a maioria e nos defender, retrucar ofensas ou aplicar o famoso “olho por olho, dente por dente”, algo estranho e corrosivo acontece em nosso interior, uma tristeza profunda nos invade nos fazendo cada vez mais convictos de que ser magoado por alguém é terrível, mas ser o agente causador de mágoas é muito pior.

Já li alguns artigos que definem pessoas assim: “trouxas”. O espiritismo nos define como “Almas Velhas”, ou seja, já passamos por várias vidas e fomos lapidados para chegar ao estágio em que nos encontramos. Faz sentido. A psicologia nos define como “inseguros”, pessoas com extrema dificuldade de expressão e medo da não aceitação das pessoas, que pode ser desencadeado devido á traumas ou situações mal resolvidas. Faz sentido. Já o cristianismo, segundo a Bíblia nos caracteriza como                  “ escolhidos”, pois um dos mais lindos ensinamentos pregados por Jesus Cristo em sua passagem pela terra foi exatamente esse: Pagar o mal com o bem! E que nossa recompensa será a vida Eterna e a Plenitude na Presença de Deus. Acredito com toda minha alma que faz todo o sentido.

Essa última teoria é a que carrego como esperança, munição e alimento para meus dias, hora felizes, hora sombrios…. Porém, buscando sempre levar o que posso de bom, na esperança de alcançar algum coração sedento por paz…


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