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O caminho do amor…

Passamos uma longa parte de nossas vidas tentando descobrir qual é o caminho do amor…



Passamos uma longa parte de nossas vidas a sonharmos com uma história de conto de fadas, onde o amor existe, as dificuldades não, e a felicidade seja predominante em todos os momentos.

Temos uma falsa percepção de que os baixos momentos, as ditas tristezas, não são necessárias, esquecemos da importância do referencial para a compreensão do real, só sabemos que algo é alto, quando conhecemos algo com a mesma função de menor tamanho; é necessário entendermos que os “baixos” nos faz compreender o quanto é bom andarmos em planície (no ritmo da harmonia e da paz) e o quanto é importante estarmos de posse do conhecimento de que em nós temos a força para a escalada de montanhas, independente do quão íngreme cada uma delas é, e do quão difícil seja a sua escalada, pelo tanto de dificuldades que é preciso enfrentar…

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E nesta busca pelo amor do outro, por vezes, perdemos a sensatez de que antes de amar e ser amado, de fazer e receber, de cuidar e ser cuidado, é preciso compreendermos que, somos a nossa própria essência de amor, e colheremos majoritariamente tudo aquilo que semearmos no solo da existência. Portanto, antes de procurarmos um companheiro(a) para florir o jardim da nossa vida, temos que cuidar de todas as flores e arbustos já existentes, porque só “uma flor” não é capaz de trazer o colorido necessário para a plenitude da vida. A vida é muito mais que isso, tem o poder de se transformar num lindo castelo de conquistas de harmonia e paz, ou podemos fazer dela um labirinto de inquietações à procura do que antes de estar no outro, está em nós mesmos, que é o encontro do verdadeiro amor, do amor próprio, capaz de nos preparar para amar e aceitar o outro com todas as suas imperfeições e busca pela evolução.

Quando no outro projetamos muitas falhas, ficamos o tempo todo a elencarmos atributos que não há ou que precisam melhorar. Talvez estejamos nele a procurar, o que não reformamos em nós mesmos. Por que de posse do conhecimento da nossa necessidade de mudança, teremos a percepção de que não precisamos de um “Ser” perfeito e sim de um “Ser” que, com suas imperfeições, possa nos fazer enxergar as nossas e ambos juntos, com aceitação, humildade e resignação buscar o crescimento neste difícil processo que é se relacionar.

Deveríamos gastar mais tempo a procura do nosso eu, para nos prepararmos para receber um outro eu, sendo assim, teríamos páginas da vida mais plenas, mais ricas, porque lutar é vencer, não com a lacuna da busca incessante de características que antes de estarem no outro deveriam estar em nós mesmos. E o amor é isso, dar sem receber, esperar o nosso melhor fazer, não pelo outro, mas pela realização que sentimos em dar o nosso melhor, mesmo que do outro estejamos a receber o seu pior. É a percepção de que cada um dá o que tem, diante da evolução que já atingiu até o momento que está a viver. E para aceitar o próximo como ele é, precisamos compreender que um bom exemplo é capaz de moldar antes de mil cobranças, que discussões provocam sem trazer o que preciso é para o bom conviver. Portanto, antes de cobrarmos, precisamos pensar em sermos exemplos que induz o outro a enxergar a sua necessidade de mudança, e talvez possamos ajudá-lo pelo exemplo positivo, não pela cobrança imposta.

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Não que falar e manifestar o que se sente não seja necessário, sim é, a comunicação é fator importante para o crescimento, mas tudo precisa do bom momento. Às vezes, é preciso silenciar para não atrapalhar, ao invés de ajudar.

A busca do equilíbrio, do eu interior, do crescimento contínuo, de buscar e enriquecer a nossa vida com inúmeras flores do jardim da existência, deveria ser a busca de cada homem, antes de buscar um amor, sem estar pronto para viver tudo o que este conviver a dois pode proporcionar no magnífico cenário da vida…

O amor, o perdão e a verdade…

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