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“O caráter de um homem, faz o seu destino…”

O tempo de dizermos a alguém que o amamos, é agora. A hora de demonstrarmos este amor através de nossos atos, é atemporal. Não somos senhores de nossos destinos.

É ilusória a pretensão de que o poder absoluto de nossas vidas, está em nossas mãos. Nem tudo é revestido de certezas. Ao contrário, o amanhã é totalmente incerto e relativo.



Sermos mais presentes, vale bem mais que presentearmos. A nossa grandeza não está relacionada ao fato de sermos fortes o tempo todo. Mas sim, que saibamos que, por mais enfraquecidos que estejamos, sempre existe uma reserva de energia e coragem, bem no fundo, que nos possibilita ajudar aqueles que precisam de esteio, bem mais que nós.

O que tememos, que saibamos superar com coragem. O que não sabemos fazer, que tenhamos força para aprender. O que desejamos, que exercitemos a paciência para alcançar. O que reconhecemos, que não esqueçamos de manifestar a gratidão.

O que nos magoou, que desperte em nós o perdão. O que nos descontrola, que aguce em nós a resiliência. O que nos motiva, que seja impulso para que sejamos projetados. Aqueles que amamos, que estejam certos disso por manifestarmos diariamente este amor. Aqueles que estiveram sempre ao nosso lado, que nossas mãos estejam sempre prontas para ampará-los.


Não somos ilhas, não vivemos isolados. Precisamos uns dos outros, para que cresçamos como pessoa. O mundo gira numa velocidade gritante. Que sejamos ventania, quando preciso. Mas que sejamos brisa, quando necessário.

Num mundo onde pessoas são como ervilhas, não podemos esperar que elas tenham a magnitude de se transformarem em girassóis. Num mundo de partículas, não nos cabe aguardar que partes sejam inteiras. Num mundo de mentiras, desisti de acreditar que lá no fundo aqueles que são dignos de pena, tenham alguma verdade.

Num mundo de pessoas pequenas, esperar grandes atitudes, cansa. Num mundo onde se esquece quem é, por míseros trocados depositados na conta bancária, nos faz contestar que essência é esta que alguns dizem ter.


Prefiro ficar com a minha ilusão de que ser menos, aos olhos da falsidade, é ser mais. Prefiro crer que o ódio jamais superará a paz. E que, nada no mundo compra, a consciência tranquila do deitar no travesseiro, com a certeza, que se foi melhor do que o ontem. E que, no amanhã, tentará e será bem mais.

E se nada fizer sentido, Demócrito finaliza a profecia: “O caráter de um homem faz o seu destino”.

E esse senhor Confúcio, que tão bem me descreve, me ensina em seus dizeres que: “Saber o que é correto e não o fazer é falta de coragem”. Não bastante, Alexandre Dumas, fala por mim: “Há favores tão grandes que só podem ser pagos com a ingratidão”. E se nada for o bastante, chamo Maquiavel: “Os homens têm menos escrúpulos em ofender quem se faz amar do que quem se faz temer, pois o amor é mantido por vínculos de gratidão que se rompem quando deixam de ser necessários, já que os homens são egoístas; mas o temor é mantido pelo medo do castigo, que nunca falha”. E se nada fizer sentido, Demócrito finaliza a profecia: “O caráter de um homem faz o seu destino”.

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