Comportamento

O castigo físico está associado ao comportamento agressivo e anti-social infantil, dizem estudos

CAPA O castigo fisico destroi a saude mental das criancas dizem psicologos

Punição física severa pode levar a vários transtornos comportamentais, minar a confiança do seu filho e ainda não melhora o comportamento!



Educar as crianças não é uma tarefa fácil! Sabemos que muitos comportamentos dos adultos são fruto de um relacionamento complicado com seus pais ainda na infância. Pode parecer que não, mas ser agressivo com uma criança pode abrir feridas profundas, difíceis de cicatrizar.

Na correria das rotinas de trabalho, é difícil conseguir manter a calma e a paciência em momentos de tensão, em que os filhos simplesmente desobedecem.

Mas será que o castigo físico é a melhor opção? Estudos nos mostram que não! A Pesquisa Nacional de Saúde na Primeira Infância, conduzida pelo National Center For Health Statistics, nos Estados Unidos, mostra que há 25 anos cerca de 80% dos pais puniam seus filhos fisicamente. Hoje, cerca de 67% deles usam a agressão física como punição.


A queda nos números nos mostra que muitos pais estão tomando consciência, preferindo corrigir os comportamentos inadequados dos filhos com muito diálogo e acolhimento, mas ainda existe um longo caminho pela frente, pois muitas famílias continuam sendo agressivas com seus filhos.

Existem muitas formas de abuso; físico, verbal e emocional são as principais.

Bater nas crianças com as próprias mãos ou usando objetos, como um chinelo ou cinto, são as formas mais usadas pelos pais. Mas existem outros tipos de abuso físico que, às vezes, não são identificados pela família como agressivos, como sacudir a criança, puxar os cabelos, puxar as orelhas, empurrar ou beliscar.

Forçar as crianças a fazer determinada coisa também é um tipo de agressão física. Nesse caso, os pais ou cuidadores podem forçar a criança a se alimentar, forçá-las a lavar a boca ou as mãos.


Os abusos verbais e emocionais podem parecer mais leves, mas também prejudicam a saúde mental das crianças. Ameaças, humilhações, menosprezo, gritos e sustos como punição também deixam seus rastros.

Um estudo norte-americano mostra que crianças que sofreram abusos verbais antes dos 13 anos têm grandes chances de desenvolver depressão e má conduta na adolescência. Um convívio parental recheado de afeto não é capaz de amenizar nem prevenir os sinais de depressão, caso as crianças sofram assédios verbais.

É importante ter em mente que agredir, independentemente da forma, é uma violação dos direitos humanos básicos das crianças. Nenhum adulto se comporta dessa forma com outros adultos ao seu redor, porque não é aceitável que sejamos agressivos com as pessoas. Então, por que esse mesmo comportamento é relativizado, quando estamos falando de crianças? Além de ser uma violação, pode causar danos emocionais sérios e permanentes!

No Reino Unido, assim como em vários outros países, é totalmente proibido perante a lei aplicar qualquer tipo de punição nas crianças. Nem mesmo as formas mais “leves” de castigo físico são aceitas, e isso é muito trabalhado, porque um estudo mostra que, quando os pais aplicam uma punição que consideram mais leve, essa situação em algum momento pode sair do controle, partindo para uma agressão física severa.


As surras estão diretamente relacionadas ao aumento do risco de resultados prejudiciais às crianças, e, infelizmente, são a forma mais comum de punição. Cerca de 54% das crianças já levaram surras, segundo estudo. Os castigos físicos destroem a saúde mental da criança e acabam com sua autoestima, causam instabilidade emocional e prejudicam a compreensão do que é certo ou errado.

Um estudo desenvolvido na Finlândia (o segundo país a proibir castigos físicos em crianças, o primeiro foi a Suécia) mostra que as pessoas que tinham sofrido punições físicas na infância tinham mais chances de abusar do consumo de álcool, de ter depressão, problemas de saúde mental e personalidade esquizotípica. O estudo ainda revelou dados assustadores! Os entrevistados que tentaram suicídio nos últimos meses ou os divorciados apresentavam altos índices de abuso físico na infância.

O psicólogo e Ph.D. na área Alan E. Kazdin conta, em entrevista à American Psychological Association, que a punição física pode até parecer ser a solução para os problemas imediatos, mas que, na verdade, não ensinam nada nem resolvem o problema. Isso porque, para existir uma resolução, é preciso existir diálogo: a criança precisa saber o que está fazendo de errado, ela precisa de alguém que lhe dê a mão e ensine como deve agir!

Para o psicólogo, existem dois métodos mais eficazes do que as punições físicas:


1. Tempo: dê um tempo para a criança se acalmar. Dê um tempo para que você também se acalme! Depois de alguns minutos, chame a criança para discutir de forma paciente a situação e os motivos de ela lhe ter desagradado.


2. Tire temporariamente algo de que ela gosta: quando a criança já sabe os motivos de seu comportamento ser inadequado, e mesmo assim o continua repetindo, a melhor saída é retirar dela um privilégio. Não deixar ver desenho ou não comer aquela guloseima. Claro, nesses casos, a criança provavelmente se sentirá chateada e poderá irromper em lágrimas. Não tem problema, acolha o choro de seu filho, explique a situação e seja compreensivo. Afinal, essa pequena criança só está aprendendo!

O que você pensa sobre castigos físicos? Como você foi tratado na infância gerou algum impacto na sua vida adulta?


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Deus honra aqueles que não se entregam aos problemas e transformam as lágrimas em força para vencer!

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