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O cérebro descansa quando dormimos?

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Pesquisas demonstram que o cérebro precisa descansar para ser mais eficiente. Mas, será que ele realmente entra em repouso quando o restante do corpo faz o mesmo? O sono é indispensável para a saúde do organismo. É nesse período que ocorre grande parte da reparação dos tecidos, a liberação de hormônios, dentre outros processos biológicos. Além disso, dormir bem é essencial para manter as funções mentais e físicas. Estudos apontam que a privação do sono aumenta o risco de desenvolver doenças cardiovasculares, obesidade, hipertensão arterial, dentre outras. Em contrapartida, pessoas que dormem em excesso também enfrentam problemas.



Primeiro, o conceito de descansar

Fato é que, neste processo, se partirmos da hipótese de que descansar é ficar em processo de relaxamento e recuperação interna, alheio às condições externas, o cérebro descansa, pois não só diminui o ritmo de algumas atividades como trabalha tendo como foco a restauração interna. Mas, se o conceito de descanso relacionar-se à interrupção de quaisquer atividades, não se aplica ao cérebro.



Os estágios do sono

O sono possui duas fases, sendo que a primeira fase possui quatro estágios, cada um responsável por determinada atividade. Dessa forma, não só dormir bem, mas sem interrupções, é essencial para que as atividades desse período se consumam; uma vez que o sono foi interrompido, voltamos ao estágio inicial. Os estágios 1, 2 e 3, respondem por aproximadamente 80% da noite. Neles ocorrem, dentre outros processos, o aumento da massa muscular e a liberação do hormônio do crescimento.

Na segunda fase, REM (Rapid Eye Moviment), o organismo está extremamente relaxado e ocorre a consolidação da memória e do aprendizado. Nesse período do sono o cérebro intensifica sua atividade ligada ao funcionamento sócio-emocional, como autoconhecimento, julgamentos morais, desenvolvimento do raciocínio e construção de sentidos, segundo a Pesquisadora e Professora de Educação, Psicologia e Neurociência na Universidade do Sul da Califórnia, Mary Helen Immordino-Yang. É nesta fase que vivenciamos os sonhos.



Uma verdadeira “faxina cerebral”

Do ponto de vista químico, estudos recentes da pesquisadora Maiken Nedergaard, responsável pela pesquisa do Centro Médico da Universidade de Rochester, no Estado de Nova York (EUA), apontam que o sono ajuda o cérebro a fazer uma verdadeira “faxina”, ficando livre das toxinas. A pesquisa sugeriu ainda que as células gliais cerebrais sofrem uma espécie de encolhimento, ampliando o espaço entre os neurônios, permitindo, dessa forma, a “limpeza” do órgão. Alguns distúrbios cerebrais, ainda segundo esse estudo, podem estar relacionados a falhas nesse processo.

Portanto, uma boa noite de sono é imprescindível para a saúde do corpo e da mente. É nesse período que o corpo descansa e o cérebro se reorganiza para o dia seguinte.

 


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Fonte: MeuCérebro

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