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O céu ou o inferno é o outro?

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Buscamos o amor e por mais que para qualquer um de nós seja difícil defini-lo, é impossível não perceber seus efeitos em nossas vidas.



Muitos, buscam um relacionamento afetivo para suprir suas carências, físicas e emocionais, outros, mais maduros afetivamente buscam um companheiro(a), porém, todos admitem sua importância em nossas vidas. Porém, se é assim tão importante por que parece tão difícil para algumas pessoas vivenciar um relacionamento satisfatório?

Há quem diga: “O INFERNO É O OUTRO!” Ou ainda: “Se não fosse o “outro” tudo seria perfeito! É o outro que torna tudo um inferno!”
“É o outro quem não me entende; O outro não me ama como eu quero ser amado(a); O outro não participa; O outro não me faz feliz!”


Conclusão: A culpa é do outro!

Então, se a culpa do “nosso” relacionamento não dar certo é do outro, para melhorar, é o outro é quem tem que mudar!
Porém, em nossa experiência profissional quando um dos parceiros muda, há uma grande possibilidade de o outro parceiro mudar também.
Por que isso pode acontecer?


Porque nós temos a capacidade (ainda que não percebamos) de despertar o melhor ou o pior no outro.
De acordo com nossas atitudes, a forma como falamos ou nos aproximamos de alguém, pode despertar nessa pessoa seu lado melhor ou o seu lado pior.

E muitas de nossas atitudes estão geralmente, baseadas nas expectativas que temos em relação ao outro, ou melhor, em nossas idealizações.

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IDEALIZAR é, grosso modo, criar modelos em nossa mente de como as pessoas e os relacionamentos deveriam ser e buscar vivenciar isso em nossa realidade.

Criamos modelos idealizados do que desejamos para nossa vida como, por exemplo, o marido ideal, a mulher ideal, o pai ou mãe ideal, o relacionamento ideal. Muitos desses modelos ideais estão carregados de fantasias e expectativas impossíveis de serem alcançadas.
Buscamos desesperadamente adequar a realidade a nossas fantasias, e ao fazermos isso, deixamos de aproveitar as oportunidades de vivenciar um relacionamento satisfatório.

Acreditamos em nossas fantasias que quando confrontadas com a realidade nos levam a frustração. Mesmo assim, algumas pessoas têm dificuldade em abrir mão de suas fantasias. Geralmente, isso acontece quando a pessoa acredita que a realidade não poderá dar a ela a felicidade que supõe que iria sentir se sua fantasia se realizasse.


Conclusão: Nem a fantasia encontra expressão em sua realidade trazendo a felicidade que espera, nem a pessoa se permite viver a felicidade possível com um amor real.

Você espera pelo “homem perfeito” ou pela “mulher perfeita” em sua vida e acredita que a(o) encontrará?
Em certa medida, podemos encontrar algumas pessoas que talvez se aproximem mais ou menos daquilo que gostaríamos, mas ainda assim, são somente pessoas, que assim como nós procuram lidar com seus sentimentos e as dificuldades de um relacionamento da forma que podem.

Você já pensou que uma das causas dos problemas em seus relacionamentos está na “cabeça” e não no “coração”. Em outras palavras está na mente e não no sentimento. Ao criarmos nossos ideais de relacionamento, de parceiro ou de amor, acabamos por limitar nossa capacidade de amar e de viver um relacionamento realmente satisfatório.


Idealizamos romanticamente um parceiro, um relacionamento amoroso, e partimos em busca de realizar esse sonho, acreditando que assim seremos bem-sucedidos. Porém, muitas vezes, não enxergamos o ser real a nossa frente, que embora possa ter suas virtudes, não tem como se adequar totalmente as nossas fantasias de parceiro ideal, justamente porque elas só existem em nossa imaginação. Mesmo assim, agimos como se tivéssemos que transformar o outro para que ele fique exatamente do jeito que imaginamos.

Porém, se estivermos dispostos a deixar de lado nossas idealizações e procurarmos olhar com amor para as pessoas que fazem parte do nosso cotidiano, descobriremos que tudo pode ser muito mais leve e harmonioso do que imaginamos. Afinal, se você anseia por ser aceito e amado como é, dentro das suas possibilidades, porque não oferecer essa mesma aceitação para as pessoas que você ama?

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Cada um é como é, e quando tentamos pressionar uma pessoa para se encaixar em nossos modelos ideais, só conseguimos despertar a revolta na pessoa. Quando tentamos forçar alguém a ser como gostaríamos, a pessoa se sente rejeitada, desvalorizada e acaba se revoltando e, em muitos casos, se tornando ou fazendo o oposto do que você queria.


Por que isso acontece? Porque todos nós temos um desejo imenso de ser aceito e amado como somos.
Você quer ter paz e harmonia em seus relacionamentos? E quer saber como fazer isso?

Pare, neste instante, de alimentar suas fantasias e idealizações, aceitando o que as pessoas podem oferecer a você nesse momento de suas vidas.

Comece por você!


Quantas vezes você também não se cobra que deveria ser mais isso ou mais aquilo? Quais são as condições impostas por você para merecer o seu amor?

A forma como nos tratamos determina também a forma como tratamos as pessoas ao nosso redor. Se formos muito críticos conosco, seremos críticos também com os outros.

Dessa maneira, quando aprendemos a nos olhar com amor, sem cobranças absurdas, sem pretensões irreais, passamos a ser mais compreensivos com nosso semelhante, compreendendo que cada um dá o que tem e se não dá é porque não tem para dar.

AFINAL, POR QUE NOS RELACIONAMOS?


Para compartilhar com o outro e receber aquilo que de melhor ele pode nos oferecer?
Difícil? Não!

Difícil é viver frustrado por causa da não realização de nossas fantasias, ao invés de aproveitar o melhor que cada relacionamento pode nos oferecer. É deixar de viver o amor, o nosso e o do outro, por condições, expectativas e sonhos impossíveis de se realizarem.
No fundo todos nós buscamos o amor, porém a forma como essa busca é realizada, dentro da realidade ou por meio de fantasias, definirá o nosso fracasso ou sucesso em consegui-lo.

O INFERNO É O OUTRO?

Quem sabe somos nós quem criamos o céu ou o inferno em nossas vidas quando abrimos mão da realidade para tentar adequar o outro em nossas fantasias! Se for assim a “cura” dos nossos relacionamentos depende da nossa disposição para aceitar a nós e aos “outros” como somos.

Virgínia Fernandes

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