O conselho que damos ao outro é, na verdade, conselho pra gente!

Há um vídeo que não canso de ver! Nele, a autora diz que todo conselho que damos ao outro é, na verdade, um conselho pra gente.

Por vezes pensei: Será que é isso mesmo?!



E então, quando lançamos uma pergunta ao Universo, ele generosamente nos responde. Ele é sutil, e quando não entendemos suas sutilezas, ele vem com um pouco mais de força.

É o velho ditado: aprender pelo amor ou pela dor. Às vezes, a dor é também um ato de amor.

Mas, voltando às respostas que o universo nos dá, passei a concordar com a autora. Sim, boa parte do que falamos aos outros é pra gente. É como se o outro fosse nosso espelho, ele nos reflete. E refletir é uma palavra interessante.

Se pensarmos no espelho, refletir nos dá a ideia de poder ver a nós mesmos, coisa que seria impossível sem esse poderoso instrumento, afinal, o olho só cumpre seu papel de ser olho porque nos mostra o mundo de fora. Precisamos de algo externo para podermos ver a nós mesmos.


Se pensarmos em refletir no sentido de pensar, raciocinar, refletir nos dá a ideia de olhar para algo de forma mais demorada, quem sabe de formas diferentes, para se tomar uma decisão. Refletir é pensar sobre, deixar o pensamento tomar conta e nos direcionar a algo.

Percebi isso, dia desses, quando conversava com um colega. Ele me contava de seu problema de saúde, algo que estava sendo investigado, então, eu lhe dizia que, às vezes, quando um problema surge em nossa vida, fazemos com que o problema seja maior que a gente. Não bastando isso, sofremos por antecipação.

O problema existe? Sim. Mas qual o tamanho real dele e seus efeitos? É como se colocássemos lente de aumento no problema, e então paramos de viver, é como se ao ter um problema, todas as inúmeras coisas boas de nossa vida, simplesmente, ficassem nulas.


Eu dizia a ele que sim, um dia, de um jeito ou outro, a morte haverá de bater a nossa porta, mas todos os outros dias, não. Que a maneira como ele estava colocando o problema em sua vida, ao invés de resolver, fazia com que outros problemas surgissem, ou seja, quando tentamos controlar o incontrolável, nós perdemos o controle sobre a única coisa que realmente – quem sabe – tenhamos controle: nós mesmos!

Ao fim da conversa, dei-me conta de que aquilo que falei a ele, era um pouco sobre mim, sobre as muitas vezes em que coloquei meus problemas acima da minha existência e, nessas muitas vezes, foi justamente ao me abrir com outra pessoa que encontrei a resposta.

Não, não foi o outro que me trouxe isso, eu já a conhecia, apenas sozinha eu não conseguia ver, eu precisava de um espelho!

Quantas vezes o outro é nosso espelho? Quantas vezes somos nós o espelho do outro? Quantas vezes nossas conversas são pautadas sem o olho no olho, sem a atenção necessária?

Quantas vezes nos permitimos ficar “off” do mundo e disponíveis apenas para nós mesmos ou para aquele que precisa de nós para refletir?

Problema e resposta nunca estão separados… então, que tal um espelho?

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Direitos autorais da imagem de capa: mimagephotography / 123RF Imagens

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