O dia em que a qualidade superou a quantidade



É muito importante não ter medo de viver uma vida com menos amigos, menos leituras, menos filmes, menos viagens, menos festas, mas com tudo feito e vivido com uma qualidade imensa.

Aquele dia foi estranho. Eu não sabia muito bem explicar o que estava sentindo: por um lado, estava agradecida pelos meus amigos estarem ali comigo, mas ao mesmo tempo achei esquisito o fato de conseguir contá-los em duas mãos.

Por vários anos, as comemorações eram cheias de pessoas – muitas delas, nem tão próximas assim.

No entanto, algo aconteceu com o passar do tempo e, cada vez mais, sinto que preciso menos de “figurantes” no meu dia a dia.

Por algum motivo que estou desvendando aos poucos, percebo que a qualidade é dez vezes mais importante do que a quantidade e que ter poucos amigos não é necessariamente algo ruim.

E isso se aplica a outras esferas da vida: adianta ler 50 livros em um ano se você não absorve de verdade essas leituras?

Em muitos casos, vale mais a pena ler apenas 10 e realmente aprender algo com aquilo que se está lendo.



Não tem problema nenhum ter uma vida cheia de “quantidade”, mas é sempre muito importante estar atento à qualidade. E mais: é muito importante não ter medo de viver uma vida com menos amigos, menos leituras, menos filmes, menos viagens, menos festas, mas com tudo feito e vivido com uma qualidade imensa.

Afinal, o meu grande aprendizado dos últimos tempos tem sido um dos mais valiosos até hoje:

Quantidade não é sinônimo de felicidade e qualidade é essencial para ter uma vida significativa e prazerosa, mas só descobrimos isso conforme os anos passam e a maturidade chega.


Direitos autorais da imagem de capa: Daria Shevtsova from Pexels






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