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O equilíbrio e o encontro da força…

Está no equilíbrio o encontro da força… Quando há uma disparidade muito acentuada entre a emoção e a razão facilmente nos perdemos de nós mesmos, e dificilmente encontramos ações para saltar no voo da paz… A verdadeira arte da vida é acreditar que no dia a dia há todos os instrumentos necessários para nos permitir caminhar, e que dentro do “Nosso Ser” há a força propulsora para cada momento.



Se é preciso saltar pequenos pedregulhos em nós a força está; se é necessário escalar uma montanha inteira de dificuldades a força da escalada está na percepção de que em nós está a energia necessária para começarmos a travessia e que após começarmos, um dia certamente chegaremos ao topo, a resolução, ao fim das inquietações.

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Perdemos tempo demais a procura de respostas, a procura de instrumentos que nos mostre qual é o verdadeiro caminho, e o verdadeiro caminho, nada mais é do que o início de passos, um, depois outro, e cada um, no seu ritmo e no seu momento, através do encontro da força que em nossa alma está inserida e que nos permite fazer a travessia na escalada da vida… E num contexto extraordinário, de uma vida repleta de complexidades, quando estamos diante das tempestades, sofremos tanto, fazemos da dor sofrimento e sem percebermos, descartamos os remos, que nos ajudaria a remar mais facilmente, de forma menos dolorosa contra a força desta corrente de água das dificuldades. E é preciso entendermos que está no equilíbrio o encontro da força, da percepção, da visão necessária capaz de conduzir nossas mãos às ações que precisamos ter, para contornamos toda a situação e chegarmos ao momento da estiagem.


Sabedoria é ter a visão de que o mar da vida não é um mar de calmaria, mas que em nós existe tudo o que é necessário para fazermos desta travessia uma travessia de aprendizado. É quando sabiamente, juntamos todos os destroços que ficaram, organizamos tudo no seu devido lugar, depois do reencontro de nós mesmos, e de posse de uma real organização estamos aptos a continuarmos a nossa missão de aprendizado e de contribuirmos para o aprendizado de quem próximo está. E não podemos esquecer que alguns cuidados são necessários, para que nos momentos que estamos a vivenciar o mar das dificuldades, não transportamos ao outro o pior de nós, em atos de desrespeito, de omissão, de silêncio, de indiferença… É preciso entendermos que não somos obrigados no momento de dor a dar o melhor de nós, mas o mínimo de amor é respeitar o nosso semelhante com o mínimo necessário para lhes permitir compreender que o que estamos a viver é transitório, faz parte da vida, chegará ao final e permitirá-nos o restabelecer da nossa identidade e da nossa verdadeira essência. Agora quando não estamos atentos a estas pequenas ações de respeito e amor, colocamos uma verdadeira máscara sobre o que de melhor na alma carregamos, é onde falsamente fazemos o outro entender que somente em nós pensamos, em detrimento do seu bem estar, confundindo-lhe com a falsa ilusão de que somos diferentes do que verdadeiramente somos.

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A vida é isso, uma busca constante de equilíbrio, quem não consegue desse equilíbrio se aproximar, corre o risco de massacrar todo o verdadeiro plano de paz, felicidade e amor que a vida em sua forma organizacional frente ao seu caminho colocou, talvez não como gostaria que fosse, mas perfeito em seu arranjo, para permitir neste encontro de si mesmo e de instrumentos que permite o transpor das dificuldades, o restabelecer do equilíbrio e da obtenção do aprendizado necessário, capaz de nos transformar em seres melhores do que ontem fomos…


O caminho do amor…

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Se eu não tivesse começado há um ano atrás, meu caminho não seria tão bonito hoje…

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